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sábado, 19 de maio de 2018

insónia

01h45 da manhã. Não consigo parar de pensar em ti. E nos possíveis sentimentos que posso estar a desenvolver por ti. Estou confusa, não sei se isto pode evoluir para alguma coisa mas sinceramente não quero pensar nisso, pelo menos agora não. Para já quero aproveitar tardes como a de hoje, em que te posso ouvir durante horas a falar.
Mais um dia, e mais uma vez cheguei à biblioteca à hora do costume. Tu estavas sentado cá fora com um amigo, fui ter contigo, cumprimentei-te, fui buscar um café e regressei para junto de ti.
Ias ter aulas às 14h, mas a tua vontade de ir à aula era aproximadamente zero. Como te percebo.
Acabaste por decidir que não ias à aula, o teu amigo foi-se embora. Ficamos só os dois. Durante toda a tarde, a conversar.
Falamos daquilo que mais gostamos de falar, filmes e séries. Contaste-me as coisas que viste nas tuas viagens. Recomendaste-me sítios para visitar. Músicas para ouvir, comida para provar. Ficaste feliz quando te disse que já tinha visto os filmes que me tinhas pedido muito para ver. Obrigado por me dares a conhecer coisas tão bonitas. E a mais bonita de todas, claro, tu.
Entretanto chegaram os teus amigos e foi divertido. Rimos. Choraste de rir. Que bom.
Neste momento estou em plena insónia. E não paro de pensar nestes últimos momentos que temos passado juntos. Não consigo parar de pensar em ti.
Sinto-me tão bem quando estou contigo, mas ao mesmo tempo sinto-me tão nervosa, tenho sempre medo de dizer alguma parvoíce, alguma coisa que não faça sentido, porque o meu cérebro quando estou contigo simplesmente deixa de funcionar bem e isso preocupa-me. Porque sinceramente não sei como o meu cérebro está a interpretar esta situação toda. Se calhar isto visto de fora é só uma amizade a nascer, mas aqui para nós, o meu cérebro está a querer interpretar isto de outra forma.
Eu disse cérebro? Desculpem. Coração. Neste momento o cérebro já não existe, nem processa.
O coração já lhe tomou o lugar e todos nós sabemos que o coração é fraco e pouco inteligente.
"Não vás outra vez contra a parede." - Digo repetidamente para mim mesma. Vezes e vezes sem conta. Será que o coração está a ouvir as minhas preces?

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Primeiras vezes para tudo.

Foi a primeira vez que senti que realmente querias passar uns minutos comigo. Nem que fossem apenas 5 escassos minutos. Foi a primeira vez que tive impressão que não fugiste de mim, e fizeste um esforço para ficares.
Estava a chegar à biblioteca, e que timing perfeito, tu estavas a sair. Ias ter aulas daqui a 15 minutos.
Que timing fantástico. Cruzamo-nos à porta da biblioteca, cumprimentei-te e atirei para o ar
- "Tu a sair e eu a chegar" sem nunca contar com o que ia ouvir a seguir:
- "Só tenho aulas daqui a 15 minutos, se quiseres podemos ficar aqui um bocadinho."
Juro que demorei a processar esta frase na minha cabeça. Espero que não tenhas percebido, mas fiquei completamente atónita. Há duas semanas atrás, terias-me cumprimentado e seguido a tua vida.
Hoje para além do que me disseste, e depois de alguns minutos de conversa, ainda dizes:
- "Queres ir tomar um café?"
Mais uns segundos para processar esta pergunta. O quê?? O quê??
Tomamos o café e depois seguiste para as tuas aulas e eu para a biblioteca.
Vinha com intenções de estudar, mas já passou 1h e não me consigo concentrar e não consigo parar de pensar neste momento.
Deixem-me sonhar, só um bocadinho. Afinal sonhar nunca fez mal a ninguém.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Depois de no dia anterior ter acontecido o episódio que descrevi no post anterior, acordei com a cabeça pesada e sem vontade de sair da cama, sem vontade de enfrentar o mundo, sem vontade de ir para a faculdade.
Reuni todas a minhas forças e fui para a faculdade. Fui tomar café ao bar do edifício onde curiosamente, e mais uma vez estavas a ter aulas. Não te vi e também não te esperava ver. Mas por acaso vi várias pessoas da tua turma, e estranhei não estares com elas, estranhei não te ver, mas depois do que tinha acontecido no dia anterior tinha perdido todas as minhas esperanças.
Enquanto bebia o meu café peguei num papel e numa caneta e escrevi o seguinte texto:

" Serás um fantasma qualquer na minha vida? Ás vezes penso que só existes na minha imaginação. Procuro por ti todos os dias e não te encontro nunca. Sei onde estás mas não te vejo. Sei com quem estás mas não te encontro, sei que estás aqui ao lado mas não te sinto.
Já há demasiado tempo que não vejo o teu sorriso. Esse sorriso que ilumina o teu rosto e que ilumina o meu coração. Dei por mim a pensar que tudo o que vejo em ti não existe, ou pelo menos existo só na minha cabeça. É frustrante. Demasiado frustrante e não consigo ultrapassar isso. Ontem quase que desisti, mas desistir nem sempre é fácil e nem sempre sempre é a escolha mais lógica, tento desistir todos os dias mas esta força que me puxa para ti é mais forte. 
Hoje dou mais uma oportunidade e hoje volto-me a desiludir. Mais uma vez. Será desta que desisto? Quem me dera"

Acabei de escrever este texto e fui para a biblioteca da faculdade estudar. Fui para o primeiro andar onde consigo ver as pessoas a passar na rua. Passado algum tempo levanto os olhos dos livros olho lá para fora e tenho um vislumbre teu. Mais uma vez mal te vi voltei a pregar os olhos nos livros, é automático e uma reacção extremamente estúpida da minha parte. Mas rapidamente voltei a levantar a cabeça e mais uma vez tinhas desaparecido. Não te vi mais. Ainda tentei procurar-te com o olhar, analisei todos os cantos da rua que os meus olhos me permitiam ver e nada, nem vestígios de ti.
A verdade é que 2 minutos depois surges ao meu lado. Sorris, com o teu sorriso luminoso, e dizes "Estava a passar lá fora e vi-te, vim aqui dizer-te olá" Derreti.
Não sei se só me vieste cumprimentar porque te apercebeste que eu te tinha visto ou se o fizeste de livre e espontânea vontade. Gosto mais de acreditar na segunda opção.
A realidade é que ao fim de dias e dias sem te ver consegui ter 1 hora só contigo.
Como já disse muitas vezes parece que o universo faz de tudo para que nunca me cruze contigo.
Ontem estava à porta do edifício onde ia ter aulas às 18h da tarde,  pelo contrário as tuas aulas acabavam precisamente às 18h da tarde no mesmo edifício onde eu estava.
Estava à porta do edifício à espera de te ver sair só para ter a alegria de me cruzar contigo, de te ver, de te cumprimentar. Esperei enquanto mexia no telemóvel, olhei de esguelha e vi que estava a cruzar a porta de saída, foi uma fracção de 10 segundos mas mal te vi preguei os olhos no telemóvel e não levantei mais a cabeça.
Estava com esperanças que viesses ter comigo para me cumprimentar. Não sei se me viste ou não. Não sei se me viste e simplesmente decidiste ignorar-me ou fingir que não me tinhas visto. Sei que quando voltei a levantar a cabeça já não estavas lá. Tinhas evaporado. Ainda há 1 minuto atrás estavas ali à minha frente e agora já não estavas.
Senti-me a pior pessoa do mundo, fui à casa-de-banho e desatei a chorar sem saber muito bem porquê. Senti-me ignorada. Senti-me invisível. Nessa noite quando cheguei a casa deitei a cabeça sobre a almofada e inundei-a de lágrimas.

domingo, 11 de março de 2018

Divagações de domingo

Isto de crescer é complicado. Crescer emocionalmente nem se fala. Quando eu pensava que o tempo ia ser meu amigo e ia dar-me as ferramentas necessárias para me conhecer a mim mesma e perceber o que realmente quero na minha vida, tropeço e caio. Tropecei em ti e sinto-me uma miúda de 15 anos. Completamente sem rumo e à toa.
Era mais fácil termos um livro que nos desse a receita ou o itinerário do que deveríamos fazer a seguir. Mas ninguém nos dá pistas, ninguém nos diz nada e nós somos obrigados bater contra paredes até descobrirmos o caminho certo.
Eu neste momento tenho uma parede à minha frente, não quero ir contra ela mas também não quero ficar quieta sem fazer nada e sem saber que aquela parede afinal tem uma porta mesmo ali ao lado.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Diário de uma solteira

Ao passar tanto tempo solteira acabei por deixar de saber namorar, ou simplesmente "flertar".
Existe neste momento um rapaz no meu grupo de colegas de estudo que eu acho interessantíssimo e giríssimo. Acho que me podia interessar seriamente por ele. Ele é super envergonhado, super mesmo. Mas eu também sou.
Mesmo assim faço um esforço para me aproximar dele, mas ele nada de nada. Parece não mostrar o mínimo interesse em mim. Têm-me dado voltas à cabeça, estou naquela fase de já nem saber como agir quando estou na presença dele, não sei como poderei aproximar-me dele, não sei de nada.
Sinto que fiquei incapaz de recorrer a essa ciência que é chamada de engate.
Se calhar ele simplesmente não me acha interessante.
Desisto. Isto é muito difícil. Vou ficar solteira para sempre.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A nossa música e uma viajem ao passado.

Todos os casais tem uma música, certo? Pelo menos eu acho que tem. 
O meu primeiro e grande amor foi vivido intensamente. Muito intensamente. Também nós tivemos uma música. Linda, perfeita e pouco conhecida do publico comum. 
Aquela música ficou para sempre marcada no meu primeiro e único namoro à séria!
Ele será para sempre o meu primeiro amor, e passe o tempo que passar, ele foi o primeiro e o que mais amei até hoje. Hoje somos bons amigos, e reconhecemos que o nosso passado foi algo forte e único. 
Ele está a km de distância, noutro país a viver com a actual namorada (que por acaso tem o mesmo nome que eu), raramente falamos, e já não o vejo há um ou dois anos. 
No outro dia acordei com uma notificação dele no facebook. 
"C mencionou-te num comentário"
Abri o facebook, tinhas publicado a nossa musica no teu facebook, com a descrição: "Trip down memory lane."
Logo a seguir comentaste a tua própria publicação, identificando-me nela, colocaste o meu nome e uns pontos de interrogação à frente dele. 
Reparei que editaste o teu comentário 3 vezes.
Comecei a ouvir a música e as lágrimas surgiram imediatamente. Eram lágrimas felizes, porque aquela música só me fez lembrar coisas boas que vivemos. 
Comentei simplesmente: "Lembro-me perfeitamente, como se fosse hoje."
Assim que comentei isto mandaste-me uma mensagem, disseste-me que tinhas ouvido uma música que te fez lembrar a nossa música e depressa tiveste curiosidade de a voltar ouvir. Perguntaste-me como estava e como andava a minha vida. Prometeste-me que no verão, quando viesses a Portugal ias combinar alguma coisa com o nosso grupo de amigos. E foi isto. 
Uma viajem ao passado perfeitamente saudável e pública, porque não temos medo ou vergonha de esconder o nosso feliz passado a ninguém.


sábado, 29 de abril de 2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

As tuas chamadas perdidas.

Hoje ligaste-me três vezes. Não atendi porque não estava com o telemóvel comigo, mas quando peguei nele e vi lá as tuas chamadas o meu primeiro impulso foi logo ligar-te de volta, mas antes de o fazer estive ali a contemplar o visor do meu telemóvel "3 chamadas não atendidas de X". Há imenso tempo que não via aquilo.
Antes era normal ligares com frequência, ligavas porque sim, para dizer olá, para perguntar se estava tudo bem, para falar, para dizer parvoíces, para desabafar. Ultimamente já não era assim.
Percebi rapidamente que possivelmente precisavas de ajuda com alguma coisa da faculdade ou alguma coisa do género. Era verdade. Quando te liguei começaste com a tua típica falinha mansa, a perguntar onde estava, que andava desaparecida, etc..,, depois disseste que tinhas um favor para pedir.
Ainda ficamos há conversa um bocado. Deu para matar saudades.
Depois desliguei e fiquei a pensar em ti.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Saudades

Normalmente não sinto saudades tuas... Ou melhor... Sinto, mas sinto saudades tuas como sinto de todos os meus amigos quando não estou com eles há muito tempo. As saudades são iguais, não são mais intensas ou mais dolorosas, são saudades normais.
Mas só quando estou contigo outra vez é que percebo que realmente tive saudades tuas.
Porque me fazes rir sempre. Porque me fazes sentir tão bem.
Só quando estou contigo é que percebo que o tempo que passei longe de ti foi tão mais triste.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nunca vou compreender o mundo.

Ultimamente percebi que andavas diferente. Mais calado, sossegado. Triste.
Chegaram-me rumores que vocês tinham acabado. Não posso esconder que quando soube qualquer coisa mexeu aqui dentro de mim.
Mas depressa tive de esquecer e matar a réstia de sentimento que ainda tinha por ti.
Entretanto os dias foram passando, e dos rumores veio a confirmação. Achei estranho, aos olhos de toda a gente vocês eram um casal perfeito. Tu lindo, ela linda. Nunca poderia competir com ela. Para além de ser bonita, é uma óptima pessoa, e por isso com o tempo aceitei-a e depositei nela todas as minhas esperanças para te fazer feliz. Aceitei-a e acolhi-a.
Tu nunca falaste comigo sobre os teus problemas com ela. Talvez não te sentisses à vontade devido a tudo o que não aconteceu entre nós.
Para meu espanto, e minha grande desilusão e até raiva venho agora descobrir que ela te traiu.
Como é que é possível? Nem consigo acreditar nisto.
E para maior desconforto da maior parte das pessoas que te rodeiam, toda a gente acha que tu nem sequer sabes o que realmente se anda a passar. Mas tu és cabeça dura e insistes em não falar com ninguém! Em não pedir conselhos a ninguém. E deixas-nos a todos numa posição complicada.
Não posso acreditar no que ela te fez. Não posso crer que ela seja uma pessoa assim.
Só não quero que sofras. Tu mereces o melhor deste mundo.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Um grande amor.

Não sei se já me cruzei contigo algures por estas ruas que caminho diariamente. Não sei o teu nome, nem a cor dos teus olhos, mas sei que te posso chamar "meu" e tu podes chamar-me "tua".
Não sei se pensas em mim como eu penso em ti. É difícil sabes? É difícil pensar numa pessoa que ainda nem sequer conheces. Mas é possível, e eu sei que penso muito em ti.
Penso muito no dia em que nos vamos cruzar e entender que andamos este tempo todo a caminhar sobre pequenos espinhos só para percebermos que tínhamos de ter percorrido este exacto caminho para que nos pudéssemos encontrar. Para que nos pudéssemos amar.
Tenho esperança que me procures tanto como eu te procuro. Talvez estejas mais perto do que penso, talvez já tenha passado a nossa oportunidade e nunca mais voltaremos a ter uma. Talvez continuaremos até ao fim das nossas vidas há procura um do outro. Ou talvez não.
Um dia vamos acordar, saímos de casa e simplesmente acontece. O nosso cupido acorda do seu sono inerte lança-nos a seta e atinje-nos, bem no centro do nosso coração, e depois cabe-nos a nós cultivar a semente que foi plantada no nosso coração.
Dizem que para toda a gente há um grande amor destinado. Eu vou esperando pelo meu.
Talvez estejas mesmo aqui ao lado e eu ainda não sei.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Se doer... Sorri.

Olho para trás e tento ver tudo aquilo que aprendi com cada fôlego da minha respiração, o ritmo do meu coração foi balançando entre o dó e o ré, houve momentos altos, muito altos e momentos baixos, muito baixos.
Às vezes tenho pena daquilo que não vivi, daquilo que não conclui, daquilo que não tive. Depois penso que tenho ainda uma vida pela frente.
A minha sede de viver é enorme e sinto que deixei escapar oportunidades únicas que jamais se repetiram. Tenho medo de ficar sozinha, muito sozinha, sem ninguém que me acompanhe nesta longa jornada.
O coração aperta e dói, dói muito. Mas encaro-me no espelho com um sorriso, porque como um dia disseram… 
Se doer, sorri. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Diário de uma solteira #14

Só pedia um bocadinho de romance na minha vida. Um bocadinho. 
A minha vida amorosa anda mais fria que o interior de uma arca congeladora. 
Não estou a sofrer nenhum desgosto de amor. Nem sequer estou apaixonada por ninguém. Também não ando a sair com ninguém. E nem sequer conheci ninguém novo. Simplesmente nada acontece. Nada. 
Só pedia um bocadinho de romance. 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Diário de uma solteira #13

Tenho saudades do tempo que passávamos juntos. Planeávamos rigorosamente a nossa vida, os horários das nossas aulas, os horários de estudo, os horários a que íamos para determinada festa de forma a que estivéssemos sempre juntos, que chegássemos sempre ao mesmo tempo, de forma a podermos passar o tempo todo que dispúnhamos, juntos. Quando alguém queria saber de mim, perguntava-te a ti, e quando alguém queria saber de ti, perguntava-me a mim.
Planeávamos a que horas íamos embora da faculdade, e se um tivesse que ficar mais umas horas devido a qualquer motivo o outro ficava a fazer companhia. Aparecias em minha casa sem aviso. Convidavas-me para entrar no teu circulo de melhores amigos sem medos. Chamadas inesperadas, sem hora marcada.
As outras pessoas falavam. Afinal toda a gente diz: Um homem e uma mulher não podem ter este tipo de relação um com o outro e serem "só" amigos.
Mas éramos!, éramos só amigos. Da minha parte não, obviamente estava completamente apaixonada por ti. Nunca te disse isso. Tu... Eu nunca soube o que tu sentias. Também nunca me disseste, mas ambos sabíamos que aquela relação não era normal.
Um dia beijaste-me. Estavas bêbado e eu afastei-te, por medo, por pensar que estavas a beijar-me por estares com um copo a mais, acobardei-me. Nunca mais falamos nisso. Guardei na minha memória aquele beijo. Mas sei, que pouco tempo depois disso a nossa relação mudou. Tu afastaste-te, e depois mais tarde surgiu ela. Na altura em que ela surgiu sentiste necessidade, por algum motivo, de te justificares, sinceramente não quis saber. Tinhas feito uma escolha e eu tinha vivido um conto de fadas a solo.
Hoje pergunto-me se a culpa foi minha. Se aquele beijo foi verdadeiro e ao recusar-to tu perdeste todas as tuas esperanças numa possível relação.
Mas também penso, conhecendo como te conheço, que se gostasses de mim dessa forma já o tinhas dito. Sinto que nunca tens medo de dizer nada, por isso não terias também medo de dizeres que gostavas de mim.
Não interessa. O tempo passou, e tudo mudou, e apesar de nunca ter acontecido nada, por algum motivo a nossa amizade morreu um bocadinho.
Hoje tenho saudades do tempo que passava com o meu amigo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Diário de uma solteira #12 - Os Homens (não) choram.

Dizem que os homens não choram. E se choram, choram só para eles. As mulheres choram muito, choram por desgostos amorosos, choram porque se sentem feias, choram porque não tem roupa choram por que sim, choram porque não. Os homens não.
Por isso é que acho que ver um homem chorar parte o coração. Se um homem chorar à tua frente é porque ele confia mesmo em ti. Na mente dele está a expor-se da maneira mais extrema, porque um dia alguém disse que os homens não choram.
Hoje lembrei-me das vezes que choraste à minha frente, foram poucas, mas as suficientes para perceber que confiavas tanto em mim para o fazeres comigo. O teu sorriso derretia-me, mas as tuas lágrimas deixavam-me paralisada.
Lembro-me da primeira vez que te ouvi chorar, ligaste-me e desataste num pranto tímido. Fui forte por ti, mas derreti-me por dentro.
A segunda vez arranquei-te as lágrimas quase à força, sabia que não estavas bem mas não querias falar, mas quando falaste... as lágrimas surgiram outra vez, quis chorar contigo, mas naquele momento não era das minhas lágrimas que precisavas, mas sim da minha força.
Mas a mais marcante foi a ultima vez que te vi chorar. E nessa vez choramos juntos. Tive a minha cerimónia de finalista, e quando acabou vieste ter comigo abraçaste-me a chorar de orgulho, e nesse momento não aguentei, baixei a minha armadura e chorei contigo, naquele momento acho que chorávamos por outras coisas, por tudo o que podíamos ter sido e não fomos. Quando chegou a vez de me dares as três bengaladas na cartola, (diz a tradição que por cada bengalada tem de se desejar/dizer algo ao ouvido) sussurraste-me ainda com lágrimas nos olhos "desculpa, estou feliz, mas não consigo dizer-te nada se não, não vou conseguir parar de chorar". Nesse momento eu sabia que a nossa história tinha acabado ali, no meio das nossas lágrimas. Mesmo assim fiquei feliz, por pela primeira vez poder ver-te a chorar de alegria.

Hoje lembrei-me das vezes em que choraste à minha frente e comigo, E hoje chorei ao lembrar-me disso.
Hoje ainda me custa vê-la chegar ao pé de ti e beijar-te. Sorrio e desvio o olhar. Está tudo bem. Hoje também posso chorar, desta vez sem tu saberes.




terça-feira, 4 de outubro de 2016

O que é que (não) sentes? Borboletas

Há muito tempo que não as sinto. Tenho saudades das borboletas, mas elas há já muito que não me visitam.
Não tenho medo nem complexos de estar solteira.
O meu maior medo é só um: Nunca mais voltar a sentir as borboletas, aquele irrevogável e ardente amor, aquela dorzinha no peito quando suspiramos.
Sinto que cada vez me fecho mais e que nunca mais serei capaz de amar.
Já amei, uma vez, quando ainda tinha a inocência de um coração inquebrável, amei de uma forma tão intensa que quase sentia o peito rasgar. Foi só uma vez. Nunca mais consegui amar ninguém daquela maneira.
Tive algumas paixões, que não passaram disso, paixões, passageiras, fugazes.
Mas amar... nunca mais consegui. Muitas vezes pergunto-me se sou um bloco de gelo. Não sei.
Sei que ainda o amo, um amor diferente claro, um amor que está bem resolvido e guardado num cantinho do meu coração, amo-o só pelo simples facto de ter sido a única pessoa que me fez amar. Foi o meu primeiro amor, e o primeiro nunca se esquece não é verdade?

Mas as borboletas... Ai as borboletas... Tenho saudades delas.



domingo, 28 de agosto de 2016

Diário de uma solteira #11 - Karma is a bitch!

Este poderia bem ser um post para vos falar de como o karma é fodido, e uma ex paixão minha arrependeu-se e finalmente percebeu que eu é que era a pessoa certa. Mas não é.
Quer dizer, é mais ou menos, mas ao contrário. Então é o seguinte:

Hoje fui a um casamento. Eu sou lamechas e romântica e nos casamentos fico sempre mais sentimental e emocionada e acho sempre que nunca terei o meu próprio casamento. Enfim. 
Apesar de não ser um casamento de um familiar meu, ou amigo próximo (era de um trabalhador da empresa do meu pai), tive a sorte de ser de um dos tios da minha melhor amiga de infância e do seu irmão, e por isso mesmo não me senti perdida e tive sempre a companhia da minha amiga. 
Eu sabia que um ex-namorado meu (aka bad boy) estava no casamento, já que também é sobrinho do noivo, não sabia era que ia ter que interagir tanto com ele. 
Quando eu e a minha amiga chegamos à nossa mesa já só sobravam três lugares. Eu e a minha amiga sentamo-nos, e sinceramente pensei que o lugar que estava ao meu lado esquerdo estivesse a mais porque não vi mais nenhum nome na lista de mesas para aquela mesa. Estava eu descansada da vida quando o vejo a sentar-se mesmo ao meu lado. E ali estava ele, lindo, tranquilo, sereno, bem educado, lindo, já disse lindo? E eu ali estava, gorda e feia. 
A relação que tive com o bad boy, foi a única, ÚNICA, na minha vida em que fui eu que fodi tudo, fui eu que acabei a relação, fui eu que o ignorei durante um ano depois da nossa relação ter acabado em que ele todas as semanas me pedia desculpa e pedia para voltar para ele, fui eu que nunca mais falei para ele, fui eu que fui brusca e fria, fui eu que fui uma merda. Mas tudo bem, o tempo passou e aparentemente eu esqueci-o depressa. 

A nossa vida tomou rumos diferentes e ambos tivemos relações muito mais sérias depois da nossa. Mas acho que praticamente nunca mais voltamos a falar normalmente. E percebo porquê. Eu sei que o magoei muito. 
O bad boy não tem nada a haver comigo, eu sou a filha dos papás que foi para outra cidade estudar engenharia, ele é o rapaz que decidiu desperdiçar a sua inteligência e não quis ir para a faculdade, amante do alcool e de tudo o que é perigoso, amante de saídas à noite e principalmente de más companhias que o influenciam. Pelo menos ele era assim. 

Mas o karma, ah esse filho da mãe! Hoje sentou-o ao meu lado num casamento, hoje que ele está tão diferente, mais maduro, mais crescido e mais giro. Já disse que ele estava lindo? Porra. 

Trocamos meia-dúzia de palavras, encarregou-se de manter o meu copo sempre cheio de vinho branco. E mais nada. Sempre que podia fugia de mim, ia lá para fora ou para outra mesa, e eu seguia-o sempre com os olhos. 

Hoje o karma sentou-o ao meu lado num casamento, e eu arrenpendi-me de tudo o que lhe fiz.
Obrigado karma, lição aprendida. Bem feita!


p.s: Agora vou só ali cuscar o facebook dele. 

domingo, 13 de março de 2016

Diário de uma solteira #10

Caro cúpido,
Se não for para dar certo, não ponhas no meu caminho.
É que é chato, sabes?
Estava a conhecê-lo, e estava a adorar. Estava tudo a correr bem, começava a deixar-me fascinada. Quase que já me arrancava suspiros. Quase que já adormecia a pensar nele. Quase. E ainda bem que foi só quase.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Diário de uma solteira #9

A minha vida amorosa anda mais fria do que o interior de uma arca congeladora.
Foi mais ou menos há um ano (talvez mais) a ultima vez que estive realmente interessada em alguém, e que acreditei que poderia surgir uma história de amor na minha vida. Entretanto as coisas deram para o torto, acho que no fundo acabamos por confundir uma grande amizade com algo mais. Entretanto aos poucos e poucos fui esquecendo essa pessoa.
Nunca mais me voltei a interessar por ninguém, (nem ninguém por mim sejamos sinceros).
Ás vezes acho que nunca mais vou conseguir sentir borboletas no estômago. E isso deixa-me triste.
A verdade é que estou sozinha e sinto-me bem assim, mas as pessoas à minha volta não acham normal isso e fazem pressão para eu encontrar alguém, isso acaba por me deixar de fazer sentir bem como estou.
Pergunto-me inúmeras vezes se há algum problema comigo. Se é normal não me interessar por ninguém há tanto tempo, se é normal eu não sentir vontade de estar com alguém. Pelos vistos, e segundo as pessoas que me rodeiam, não é normal.
Tenho medo do futuro. Não tenho medo de ficar sozinha, do que realmente tenho medo é de nunca mais me conseguir apaixonar por alguém. De nunca sentir aquele irrevogável e ardente amor. As tais borboletas.