terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A faculdade faz isto às pessoas.

Sinto-me a afundar nos meus próprios medos. Sinto que não consigo respirar. Um peso constante sobre as minhas costas. Um aperto no peito. Noites em claro.
Estou constantemente com medo. Com medo de falhar. E se falhar? Eu não posso falhar, não desta vez, já falhei tantas.
Crises de choro constantes.
Quando entramos na faculdade, no primeiro semestre do primeiro ano, vemos uma meta à nossa frente, que parece tão distante.
Hoje apenas com uma disciplina que me resta para a conclusão do curso, sinto que essa meta está o triplo mais longe.
Eu não posso falhar. Por mim, pelos meus pais e por todo o esforço que eles fizeram. Eu não posso falhar.
Há pessoas que dizem que na faculdade é só copos e festas. Também é. Mas esta camada de nervos e ansiedade que nos assombram, a nós estudantes, nestas alturas em que estamos sob pressão constante. Não há festas e copas que amenizem esta ansiedade, este medo de falhar.
Estou esgotada. Completamente esgotada. A faculdade esgotou-me e sinto que por mais que me esforce nunca irei atingir os meus objectivos.
Para além de me desiludir comigo própria, sinto a desilusão na voz dos meus pais.
Eu esforço-me tanto e continuo a falhar.
Não posso voltar a falhar.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Desabafo de uma noite de estudo...

Quando vens fazer noitada de estudo para a faculdade e ficas numa mesa mesmo em frente à tua crush.
Assim não dá para concentrar.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Random Facts #2

Depois do primeiro Random facts about me, que podem ler aqui, decidi trazer mais alguns factos completamente aleatórios sobre mim.

Eu só aprendi a andar de bicicleta aos 12 anos.
Eu sou filha de um gémeo.
Eu nasci duas semanas mais tarde do que era previsto, o parto teve de ser induzido porque eu não queria sair do útero da minha mãe.
E quem escolheu a data do meu nascimento foi a minha tia, que escolheu o dia de anos dela para eu nascer.
Quando eu nasci o meu pai estava fora do país, e só me conheceu duas semanas depois.
Eu já vivi em França.
Eu recebi agora um email a informar que chumbei à única cadeira que me falta para terminar o curso.
Eu estou a desesperar por causa desta cadeira.
Quando fico muito bêbada, choro. Choro muito.
Eu tive varicela aos 18 anos, mais precisamente no dia em que fiz exame de código para a carta de condução.
Eu chumbei no exame de condução.
Eu já fui atropelada.
Eu antes adorava acordar cedo ao fim-de-semana, mas agora simplesmente não consigo.
A minha princesa Disney favorita é a Pequena Sereia.
Odeio nadar no mar.
Adoro nadar no rio.
Já tive de ir à esquadra buscar uma amiga.
Eu já namorei com uma pessoa às escondidas.
Eu já não me apaixono por alguém há muito tempo.
Eu adoro cães.
Eu hoje vou fazer uma noitada a estuda na minha faculdade.
Eu já fiz noitadas na minha faculdade e não foi a estudar.
Eu já fui expulsa de uma aula na faculdade.
Eu odeio que os meus amigos gozem comigo por eu ser Transmontana,
Eu adoro ser transmontana.
E por hoje ficamos por aqui..... talvez volte a fazer mais um random facts about me.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

#3 | Oscars - Hidden Figures

O segundo filme nomeado para os Oscars que tive oportunidade de ver foi o Hidden Figures.



Sinopse: A incrível história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson – mulheres afro-americanas brilhantes que trabalham na NASA e são os cérebros por trás de uma das maiores operações da história: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita, um incrível feito que restaura a confiança da nação, agita a Corrida Espacial e reanima o mundo. O trio visionário atravessa género e raças para inspirar as gerações a sonharem alto.   

Opinião: Adorei o filme. Esta é a primeira coisa que tenho que dizer, adorei mesmo o filme. O filme aborda como na década de 60 o racismo e o machismo estavam intrinsecamente presentes no dia a dia das pessoas. O facto de uma mulher trabalhar na NASA, tornar-se engenheira, programadora ou simplesmente ser a pessoa mais inteligente na sala, na altura já era um ultraje e magoava demasiado o ego dos homens, agora imaginem se essa mulher, na década de 60, é negra. O filme retracta este preconceito que se vivia na altura apresentando-nos mentes brilhantes. Penso que a questão da divisão entre os direitos civis das pessoas de cor e pessoas brancas poderia ter sido mais explorada, mas entendo que quisessem suavizar um pouco esta questão pois o foco do filme é contar a história destas três mulheres que tiveram um contributo enorme para o avanço da ciência aeroespacial. 
O romance que envolve Katherine Johnson era desnecessário pois não acrescenta nada ao filme, as personagens Dorothy e Mary podiam ter sido mais exploradas, porque de facto estas três mulheres juntas criam uma dinâmica incrível no filme. 
Achei demasiado óbvio a personagem de Paul Stafford, ser interpretada por Jim Parsons, como já estamos habituados a ver este actor, apesar de num registo de comédia, como um homem da ciência em Big Bang Theory. Pelo menos poderia ter sido explorado melhor esta personagem que deveria ser o vilão da história, mas que sinceramente acaba por não acrescentar nada de novo à narrativa do filme. 
Penso que este também não será o vencedor da estatueta para melhor filme, apesar de eu ter gostado imenso e ser um filme bastante bom. 
Em comparação com o filme Hell or High Water, gostei mais do Hidden Figures e penso que sem dúvida este é um melhor filme, apesar de terem a mesma classificação no IMDb.


Nota IMDb: 8.0 / 10
Minha nota: 8.2 / 10



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

#2 | Oscars - Hell or High Water

A qualquer custo, é o nome do primeiro filme, da lista dos nomeados, que vi. 




Sinopse: Este filme retracta a história de dois irmãos, um ex-presidiário, e o de um pai divorciado apaixonado pelos filhos, que quando enfrentam a perda do rancho de família no Texas, decidem começar a assaltarem bancos para poderem pagar a hipoteca do rancho e se poderem restabelecer financeiramente. Acabam por se cruzar com um xerife e o seu parceiro que farão de tudo para os capturar.    

Opinião: Sem ainda qualquer termo de comparação com os restantes filmes, na minha mais modesta opinião, não penso que este filme seja o merecedor do tão esperado Oscar. Percebo o porquê da nomeação, é um filme tenso, de drama, mas sempre acompanhado com um humor muito característico o que acaba por tornar o filme mais interessante. 
Um típico filme do Texas, onde há sempre um xerife e toda a gente anda armada. A surpresa neste filme é a dualidade com que estes dois irmãos encaram os crimes que cometem, um filme cheio de pequenas criticas a uma América falida, onde só resta, mesmo aos mais dignos, recorrer ao crime para poder salvar a família.   
Os actores, Ben foster e Chris Pine, interpretam uma dupla que funciona na perfeição na narrativa do filme, Já para não falar do brilhante Jeff Bridge, que interpreta brilhantemente a sua personagem.
Pessoalmente, penso que este não será o filme vencedor do Oscar para melhor filme. 

Nota IMDb: 8.0 / 10
Minha nota: 7.0 / 10 

E vocês, já viram este filme? Qual a vossa opinião? 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

#1 | Oscars 2017

Hoje foram revelados finalmente os nomeados para os Oscars 2017, tal como nos anos anteriores vou tentar ver todos os filmes nomeados para os Oscar de melhor filme para poder formar a minha opinião.
Claro que também há o Oscar para melhor actriz / actor principal e secundário, melhor musica, melhor argumento, melhor fotografia, entre outros, mas eu apenas vou dar a minha opinião sobre os filmes, claro está sempre tecendo alguns comentários sobre prestação dos actores.
Eu realmente sou uma apaixonada por filmes e séries, não é que perceba alguma coisa do mundo cinematográfico, mas gosto mesmo de me manter actualizada neste campo.
Ao longo dos próximos dias, e sempre que o tempo me permitir irei ver os filmes nomeados e dedicar um post a cada um deles com a minha opinião.
E por falar nos filmes, os nomeados para melhor filme 2017 são:
-  Lion
- Arrival
- La La Land 
- Moonlight 
- Fences 
- Manchester by the Sea 
- Hacksaw Ridges 
- Hidden Figures
- Hell or High Water







segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Oh Ed Sheeran....

Como eu estou viciada nas tuas novas musicas... mas esta, em particular, não me sai da cabeça!


domingo, 22 de janeiro de 2017

Se doer... Sorri.

Olho para trás e tento ver tudo aquilo que aprendi com cada fôlego da minha respiração, o ritmo do meu coração foi balançando entre o dó e o ré, houve momentos altos, muito altos e momentos baixos, muito baixos.
Às vezes tenho pena daquilo que não vivi, daquilo que não conclui, daquilo que não tive. Depois penso que tenho ainda uma vida pela frente.
A minha sede de viver é enorme e sinto que deixei escapar oportunidades únicas que jamais se repetiram. Tenho medo de ficar sozinha, muito sozinha, sem ninguém que me acompanhe nesta longa jornada.
O coração aperta e dói, dói muito. Mas encaro-me no espelho com um sorriso, porque como um dia disseram… 
Se doer, sorri. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

#instagramer || 9 || - Josefina


Apresento-vos a Josefina. 



P.S: Esta foto é da minha autoria, retirada da minha conta pessoal do Instagram. Não utilizar sem pedir a devida autorização.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

1# Pensamentos & Poemas

Apesar da idade, não me acostumar à vida. Vivê-la até ao derradeiro suspiro de credo na boca. Sempre pela primeira vez, com a mesma apetência, o mesmo espanto, a mesma aflição. Não consentir que ela se banalize nos sentidos e no entendimento. Esquecer em cada poente o do dia anterior. Saborear os frutos do quotidiano sem ter o gosto deles na memória. Nascer todas as manhãs. 

Miguel Torga, in "Diário (1982)" 







domingo, 15 de janeiro de 2017

Saudade

O “como”, “quando” e “com que intensidade” se sente saudades varia de pessoa para pessoa. 
As saudades de casa nunca desaparecem, atenuam durante momentos ou alguns dias atarefados, mas nunca acalmam. 
E depois há dias em que dói. 
Dói muito estar longe de casa.

E hoje doeu mais, tanto que nem consegui conter as lágrimas ao telefone com a minha mãe. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Always

Sou uma fã do mundo Harry Potter. Livros, filmes, actores, tudo o que tenha a haver com este mundo eu adoro.
Por isso mesmo não poderia deixar passar este dia em branco, hoje faz um ano que um dos actores mais icónicos desta saga faleceu - Alan Rickman.


Always

Isto de andar numa faculdade de Engenharia...

Tem que se lhe diga. Hoje em dia já não é assim, posso dizer que na minha faculdade 60% do alunos são rapazes e 40% são raparigas, e cada vez há mais mulheres em engenharia. 
No ano em que eu entrei as coisas não eram bem assim, por isso o meu grupo de amigos tem substancialmente mais rapazes do que raparigas. 
O que me leva a ter que lidar todos os dias com as típicas conversas de futebol, carros ou "gajas". 
Hoje já estou habituada e alinho na conversa normalmente, eles fizeram com que nós, as poucas raparigas do grupo, percebêssemos de futebol e carros, e eles começaram a perceber de maquilhagem e roupa. 
Isto tudo, porque, eu sou do Benfica, e antigamente quando o Benfica jogava não me aquecia nem arrefecia. Hoje em dia fico danada quando perde. 
Hoje empatou, menos mal, mas foi sofrido. 


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Transmontana de gema

Nasci numa terra que fica atrás dos montes.
Numa terra onde as coisas demoram a chegar, numa terra de gente humilde e trabalhadora, gente que trabalha de sol a sol naquilo que é mais nosso: A terra.
Nasci numa terra de agricultores, que plantam, cuidam e colhem o que esta terra lhes dá.
Nasci numa terra onde se fala axim, numa terra onde se usam palavras de antigamente e em que mais nenhum canto do país se ouvem.
Nasci com sotaque de transmontana. E nasci feliz.
Cresci em liberdade, cresci rodeada de animais: Cães, gatos, coelhos, ovelhas, vacas, burros, galinhas, porcos, patos, perus, cabras, entre outros.
Cresci sem ter de me preocupar com as horas, cresci a subir às árvores e a correr em campos sem a supervisão de ninguém.
Aprendi o rumo da natureza, das estações do ano. Não foi na escola que me ensinaram que em Dezembro havia a apanha da azeitona para se fazer azeite, nem que em Janeiro se matavam os porcos para se fazerem as alheiras, não foi na escola que aprendi que em Maio se apanhavam as cerejas, não foi na escola que aprendi que no verão nasciam as batatas e os morangos, não foi na escola que aprendi que em Setembro se faziam as vindimas, em Outubro as sementeiras. Aprendi com os meus avós e pais, aprendi a fazer tudo isto.
Cresci numa terra onde se diz bom dia a toda a gente, cresci numa terra onde a missa de domingo é sagrada, e as festas da aldeia são alegria certa.
Cresci numa terra longe da capital, longe do mar, longe de cinemas e concertos, longe de centros comerciais, demasiado longe de tudo e da gente importante que tratava a minha terra como se fosse apenas um apêndice de Portugal, que não tinha muita importância.
Cresci numa terra de emigrantes.
Cresci numa terra pequena e simples e não podia ter mais orgulho nas minhas raízes.
Sou de trás-os-montes, e mesmo tendo crescido nesta terra tão longe de tudo não sou menos inteligente, menos sabida, ou tenho menos conhecimentos do que quem quer que seja.
Pelo contrário, sou uma pessoa, que por ter nascido em trás-os-montes valorizo mais as coisas que vem da terra do que as coisas que vem das máquinas.
Quando tive de ir estudar para uma cidade grande, perguntavam-me se sabia o que era isto ou aquilo, se já tinha visto o mar, se havia internet na minha terra, se já tinha ido ao cinema. Mal eles sabiam que ao perguntarem estas coisas os ignorantes eram eles.
Nestas alturas apetecia-me perguntar-lhes se sabiam o que era um escano ou um germum, ou como se semeavam batatas, couves e tomates, se sabiam como se fazia pão ou compota, se conseguiam ver as estrelas e constelações no céu claramente, se sabiam o que era uma charrua, se sabiam o que era o adobo, se sabiam identificar determinadas plantas e árvores, se sabiam como se fazia queijo e alheiras, se sabiam que metade das coisas que comiam vinham da minha terra. E eu quando tinha metade da idade deles já sabia tudo isto e muito mais.
Sou do Reino Maravilhoso, apelidado por Miguel Torga. E tenho tanto orgulho na minha terra, nas minhas raízes, e nas tradições que nunca conseguirei expressar a magia destas terras que ficam aqui atrás dos montes.
Tenho orgulho  naquela expressão que diz "para lá do Marão, mandam os que lá estão", e é mesmo assim.
Recentemente numa viajem de regresso à terra, o autocarro vinha cheio de turistas ingleses, estiveram a falar alto a viajem toda sobre coisas banais, mas assim que atravessaram o túnel do Marão e viram a paisagem que os rodeava fez-se um silêncio total e só ouvi um deles a dizer: "oh my god this is so gorgeous!"
E é mesmo.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

História

Eu era boa aluna a História. Eu adorava a disciplina de História. Eu queria ser professora de História.
Mas depois, o nosso sistema de educação obriga-nos, aos 14 anos, a ter de optar que área queremos seguir. Com 14 anos não sabemos nada. Sabemos lá o que queremos. Eu nem com 18 anos tinha noção do que queria fazer para o resto da minha vida, quanto mais com 14.
Quem acaba por nos ajudar nesta escolha são os nossos pais. E os meus pais tinham a noção que seguir ciências e tecnologias poderia ser mais vantajoso para mim, já que na altura o país estava ( e está) saturado de professores. Optei então por ciências e tecnologias.
Fiquei chateada. Eu adorava Biologia. Mas eu também adorava História. E aos 14 anos o sistema de educação "proibiu-me" de continuar a estudar História.
Mas porque raio eu não poderia estudar Biologia e História?
Claro que eu podia ter continuado a aprender sozinha, a ler livros. Mas entrei no secundário e dediquei todo o meu tempo às disciplinas obrigatórias que já me roubavam demasiado tempo.
Hoje tenho pena de ter abandonado o estudo da História. Gostava muito de retomar o meu estudo nesta área.
Por isso, se alguém souber de bons livros ou coleções sobre a História de Portugal, e não só, que deixe aí nos comentarios.