domingo, 22 de janeiro de 2017

Se doer... Sorri.

Olho para trás e tento ver tudo aquilo que aprendi com cada fôlego da minha respiração, o ritmo do meu coração foi balançando entre o dó e o ré, houve momentos altos, muito altos e momentos baixos, muito baixos.
Às vezes tenho pena daquilo que não vivi, daquilo que não conclui, daquilo que não tive. Depois penso que tenho ainda uma vida pela frente.
A minha sede de viver é enorme e sinto que deixei escapar oportunidades únicas que jamais se repetiram. Tenho medo de ficar sozinha, muito sozinha, sem ninguém que me acompanhe nesta longa jornada.
O coração aperta e dói, dói muito. Mas encaro-me no espelho com um sorriso, porque como um dia disseram… 
Se doer, sorri. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

#instagramer || 9 || - Josefina


Apresento-vos a Josefina. 



P.S: Esta foto é da minha autoria, retirada da minha conta pessoal do Instagram. Não utilizar sem pedir a devida autorização.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

1# Pensamentos & Poemas

Apesar da idade, não me acostumar à vida. Vivê-la até ao derradeiro suspiro de credo na boca. Sempre pela primeira vez, com a mesma apetência, o mesmo espanto, a mesma aflição. Não consentir que ela se banalize nos sentidos e no entendimento. Esquecer em cada poente o do dia anterior. Saborear os frutos do quotidiano sem ter o gosto deles na memória. Nascer todas as manhãs. 

Miguel Torga, in "Diário (1982)" 







domingo, 15 de janeiro de 2017

Saudade

O “como”, “quando” e “com que intensidade” se sente saudades varia de pessoa para pessoa. 
As saudades de casa nunca desaparecem, atenuam durante momentos ou alguns dias atarefados, mas nunca acalmam. 
E depois há dias em que dói. 
Dói muito estar longe de casa.

E hoje doeu mais, tanto que nem consegui conter as lágrimas ao telefone com a minha mãe. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Always

Sou uma fã do mundo Harry Potter. Livros, filmes, actores, tudo o que tenha a haver com este mundo eu adoro.
Por isso mesmo não poderia deixar passar este dia em branco, hoje faz um ano que um dos actores mais icónicos desta saga faleceu - Alan Rickman.


Always

Isto de andar numa faculdade de Engenharia...

Tem que se lhe diga. Hoje em dia já não é assim, posso dizer que na minha faculdade 60% do alunos são rapazes e 40% são raparigas, e cada vez há mais mulheres em engenharia. 
No ano em que eu entrei as coisas não eram bem assim, por isso o meu grupo de amigos tem substancialmente mais rapazes do que raparigas. 
O que me leva a ter que lidar todos os dias com as típicas conversas de futebol, carros ou "gajas". 
Hoje já estou habituada e alinho na conversa normalmente, eles fizeram com que nós, as poucas raparigas do grupo, percebêssemos de futebol e carros, e eles começaram a perceber de maquilhagem e roupa. 
Isto tudo, porque, eu sou do Benfica, e antigamente quando o Benfica jogava não me aquecia nem arrefecia. Hoje em dia fico danada quando perde. 
Hoje empatou, menos mal, mas foi sofrido. 


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Transmontana de gema

Nasci numa terra que fica atrás dos montes.
Numa terra onde as coisas demoram a chegar, numa terra de gente humilde e trabalhadora, gente que trabalha de sol a sol naquilo que é mais nosso: A terra.
Nasci numa terra de agricultores, que plantam, cuidam e colhem o que esta terra lhes dá.
Nasci numa terra onde se fala axim, numa terra onde se usam palavras de antigamente e em que mais nenhum canto do país se ouvem.
Nasci com sotaque de transmontana. E nasci feliz.
Cresci em liberdade, cresci rodeada de animais: Cães, gatos, coelhos, ovelhas, vacas, burros, galinhas, porcos, patos, perus, cabras, entre outros.
Cresci sem ter de me preocupar com as horas, cresci a subir às árvores e a correr em campos sem a supervisão de ninguém.
Aprendi o rumo da natureza, das estações do ano. Não foi na escola que me ensinaram que em Dezembro havia a apanha da azeitona para se fazer azeite, nem que em Janeiro se matavam os porcos para se fazerem as alheiras, não foi na escola que aprendi que em Maio se apanhavam as cerejas, não foi na escola que aprendi que no verão nasciam as batatas e os morangos, não foi na escola que aprendi que em Setembro se faziam as vindimas, em Outubro as sementeiras. Aprendi com os meus avós e pais, aprendi a fazer tudo isto.
Cresci numa terra onde se diz bom dia a toda a gente, cresci numa terra onde a missa de domingo é sagrada, e as festas da aldeia são alegria certa.
Cresci numa terra longe da capital, longe do mar, longe de cinemas e concertos, longe de centros comerciais, demasiado longe de tudo e da gente importante que tratava a minha terra como se fosse apenas um apêndice de Portugal, que não tinha muita importância.
Cresci numa terra de emigrantes.
Cresci numa terra pequena e simples e não podia ter mais orgulho nas minhas raízes.
Sou de trás-os-montes, e mesmo tendo crescido nesta terra tão longe de tudo não sou menos inteligente, menos sabida, ou tenho menos conhecimentos do que quem quer que seja.
Pelo contrário, sou uma pessoa, que por ter nascido em trás-os-montes valorizo mais as coisas que vem da terra do que as coisas que vem das máquinas.
Quando tive de ir estudar para uma cidade grande, perguntavam-me se sabia o que era isto ou aquilo, se já tinha visto o mar, se havia internet na minha terra, se já tinha ido ao cinema. Mal eles sabiam que ao perguntarem estas coisas os ignorantes eram eles.
Nestas alturas apetecia-me perguntar-lhes se sabiam o que era um escano ou um germum, ou como se semeavam batatas, couves e tomates, se sabiam como se fazia pão ou compota, se conseguiam ver as estrelas e constelações no céu claramente, se sabiam o que era uma charrua, se sabiam o que era o adobo, se sabiam identificar determinadas plantas e árvores, se sabiam como se fazia queijo e alheiras, se sabiam que metade das coisas que comiam vinham da minha terra. E eu quando tinha metade da idade deles já sabia tudo isto e muito mais.
Sou do Reino Maravilhoso, apelidado por Miguel Torga. E tenho tanto orgulho na minha terra, nas minhas raízes, e nas tradições que nunca conseguirei expressar a magia destas terras que ficam aqui atrás dos montes.
Tenho orgulho  naquela expressão que diz "para lá do Marão, mandam os que lá estão", e é mesmo assim.
Recentemente numa viajem de regresso à terra, o autocarro vinha cheio de turistas ingleses, estiveram a falar alto a viajem toda sobre coisas banais, mas assim que atravessaram o túnel do Marão e viram a paisagem que os rodeava fez-se um silêncio total e só ouvi um deles a dizer: "oh my god this is so gorgeous!"
E é mesmo.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

História

Eu era boa aluna a História. Eu adorava a disciplina de História. Eu queria ser professora de História.
Mas depois, o nosso sistema de educação obriga-nos, aos 14 anos, a ter de optar que área queremos seguir. Com 14 anos não sabemos nada. Sabemos lá o que queremos. Eu nem com 18 anos tinha noção do que queria fazer para o resto da minha vida, quanto mais com 14.
Quem acaba por nos ajudar nesta escolha são os nossos pais. E os meus pais tinham a noção que seguir ciências e tecnologias poderia ser mais vantajoso para mim, já que na altura o país estava ( e está) saturado de professores. Optei então por ciências e tecnologias.
Fiquei chateada. Eu adorava Biologia. Mas eu também adorava História. E aos 14 anos o sistema de educação "proibiu-me" de continuar a estudar História.
Mas porque raio eu não poderia estudar Biologia e História?
Claro que eu podia ter continuado a aprender sozinha, a ler livros. Mas entrei no secundário e dediquei todo o meu tempo às disciplinas obrigatórias que já me roubavam demasiado tempo.
Hoje tenho pena de ter abandonado o estudo da História. Gostava muito de retomar o meu estudo nesta área.
Por isso, se alguém souber de bons livros ou coleções sobre a História de Portugal, e não só, que deixe aí nos comentarios.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Viciada em séries #6 - Game Of Thrones

O primeiro post do ano desta "rubrica" aqui no blog não poderia deixar de ser sobre A SÉRIE .
A melhor série de todos os tempos. A série que gera tantas emoções. A séries que mais fãs tem actualmente.


Não vou fazer a sinopse desta série por vários motivos:
1º - Como há tanta coisa a acontecer nesta série é impossível explicar no que ela se baseia, que dilemas enfrenta etc. Esta série tem de tudo MESMO.
2º - Acho que neste momento já existe mesmo pouca gente que não conheça o enredo da série ou os seus personagens.
3º - Gostava mesmo que quem não conhece a série começasse a ver.

Quando comecei a ver a série tive alguma dificuldade em aguentar os primeiros dois/três episódios, são muitas personagens, com nomes complexos, são muitas cidades, enfim, é mesmo muita informação. Mas depois, meus amigos, ao fim do terceiro episódio eu estava viciada. Completamente viciada.
Tudo nesta série tem um propósito, e coisas que aconteceram na primeira temporada, por exemplo, tem uma explicação na 4ª temporada.

Não consigo pôr em palavras o quão boa a série é. Prova disso são os inúmeros prémios que já ganhou, neste momento é a série que bateu o record de Emmy's ganhos, tendo arrecadado até este momento 38 Emmy's!

Personagem favorita: 

Impossível escolher só uma por isso deixo aqui a imagem das caras mais marcantes da série.



O único defeito? É termos de esperar tanto tempo pelas próximas temporadas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Olá 2017

Sinto que este ano vai ser o ano das mudanças.
Daqui a mais ou menos um mês e meio espero concluir finalmente o meu curso. E é aqui que sem dúvida começa a minha jornada no mundo dos adultos.
Já tenho o plano A, B e C. Tenho planos para todos os cenários possíveis. Arranjar trabalho na minha área. E se não arranjar? Tudo se resolve. Investir em mim e quiçá numa área completamente diferente da minha. Mas os planos já estão definidos e traçados.
Perda de peso, ela continua, amanhã, depois das desgraças de natal e ano novo, tenho já mais uma consulta no nutricionista.
Só me falta mesmo mudar um dos grandes entraves na minha vida. O medo de conduzir. Podem ou não acreditar, mas já tenho a carta há alguns anos, e só conduzi meia dúzia de vezes. Tenho medo de conduzir e queria muito mudar isto, este ano.
O amor? Vamos ver se ele aparece, disto tudo o que falei, neste momento, é a minha ultima preocupação.

2017, vamos lá? Vamos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016

2016 foi um ano mau. Desculpem-me, mas 2016 foi uma merda.
A nível pessoal tive a maior perda de sempre, tive dificuldades atrás de dificuldades a nível pessoal, passei meses horríveis, rodeada de gente mas a sentir-me a pessoa mais sozinha do mundo, passou mais um ano e o amor não me visitou. As crises familiares multiplicaram-se. As discussões. O cansaço. E as conquistas que não alcancei.
A nivel mundial acho que 2016 foi dos piores anos que tivemos.
Artisticamente ficamos mais pobres, Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, Alan Rickman, Prince, Carrie Fisher, George Michael, entre outros.
O Reino Unido, num acto de estupidez e ignorância, decidiu cortar os laços com a UE.
Donald Trump ganhou as eleições presidenciais nos USA.
Perderam-se tantas vidas. Das milhares de vidas que se perderam no meio do terrorismo que venera um Deus que eu não compreendo.
A guerra na Síria e a crise dos refugiados que todos os países tentam ignorar.
Nice, Bruxelas, Berlim, Turquia, entre outras cidades, foram palco de atentados terroristas.
Os fenómenos da natureza não ajudaram. Portugal esteve em chamas praticamente o verão todo. Os sismos que atingiram a Itália e provocaram imensos danos e mortes.
Caíram aviões. Muitos aviões.
Poderia continuar.... Mas acho que já perceberam. 2016 foi uma merda.

Só posso desejar e pedir com todas as minhas forças que o ano 2017 me traga, nos traga felicidade, amor, saúde e paz.



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O natal mais triste de sempre...

Para uma apaixonada pelo natal como eu sou, o meu entusiasmo este ano foi diminuindo à medida que me aproximava do dia 24 de Dezembro.
Eu sei que as publicações andam escassas por aqui, eu sei, mas hoje venho falar do meu natal.
Desde que tenho memória este foi o natal mais triste e emocional que tive.
Andava tão distraída com os imensos jantares de natal e os amigos secretos, a escolha das prendas, os preparativos para a ceia de natal que quando chegou o dia 24 e tudo já estava preparado e arrumado, foi só aí que me caiu a ficha.
10h da manhã, olhei para o relógio. Há um ano atrás já devias ter chegado, perguntavas pelos bolos de bacalhau, acho que era a coisa que mais gostavas de comer no natal: Bolos de bacalhau.
Este ano não houve bolos de bacalhau na mesa de natal. Este ano não estiveste na mesa de natal, a rir, a cantar e contar as tuas histórias. A minha mãe teve de beber o tradicional vinho abafado sozinha com lágrimas nos olhos, já que eras o único que a acompanhava.
Meu querido avô, ainda o dia não ia a meio e já estava a ser o natal mais triste de sempre.
Já a meio da tarde ouviram-se gritos, muitos gritos lá fora. Gritos de desespero, como os gritos que a minha mãe ecoou quando partiste. Percebi que vinham dos meus vizinhos, que por acaso são também os meus tios e primos. Ouvia a minha tia a gritar pelo nome da minha prima de uma forma tão trágica. Sem perceber o que se estava a passar corri para casa deles.
A minha tia chorava e gritava deitada na varanda, a medo entrei a correr em casa e vi a minha querida prima deitada no chão, inanimada, depois de uma convulsão. O meu tio com lágrimas nos olhos, os vizinhos a correr para ajudar, a minha tia aos gritos, uma outra vizinha aos berros com o 112, e eu ajoelhada ao lado dela, sem saber o que fazer, completamente paralisada a vê-la ali pálida e sem reacção, sem saber como ajudar. Foram os minutos mais longos de sempre. Finalmente começou a abrir os olhos, completamente perdida não sabia onde estava, não sabia falar, dizia coisas sem sentido.
Não reconhecia ninguém, apenas a mim e ao pai.
Quando o inem chegou tudo se acalmou e foi levada para o hospital.Felizmente tudo correu pelo melhor.
Depois deste tumulto, finalmente acalmei e fui para casa. Quando lá cheguei tinha o meu pai deitado no sofá com 38,5º de febre.
Percebi nesse momento que este natal não ia ter nada de bom.
E pouco teve.
Dia 25, depois do almoço com os tios, tivemos direito a uma visita às urgências por causa da gripe agressiva do meu pai.
Foi um natal horrível por todos os motivos mencionados.
Mas sem ti avô, acho que nunca voltará a ser um natal tão especial como antes era.  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

14 de Dezembro

Hoje fazias anos... Há um ano atrás preparamos uma grande festa para comemorar os teus 91 anos. Ficaste tão feliz. Estavas tão feliz. Estavas tão orgulhoso da tua família e de tudo o que tinhas conquistado.
Quem me dera poder hoje estar na tua festa de anos, voltar a ouvir-te cantar, voltar a abraçar-te, voltar ao dia em que me ensinaste a andar de bicicleta. Voltar aos dias em que ficavas à espera que chegasse da escola para almoçarmos juntos. Voltar ao dia em que, já com os teus 88 anos, te levamos ao rio, onde te sentiste criança outra vez e nadas-te como se um rapaz de 20 anos fosses. Voltar ao dia em que me contaste a história da tua família. Voltar a qualquer dia em que tu estivesses lá.
No dia antes de morreres, já no leito da tua morte, perguntavam-te se tinhas dores. Dizias que não, que estavas feliz e que só pedias uma coisa a Deus. A frase que disseste vai ficar para sempre marcada na minha memória. "Só peço a Deus que não me tire a minha nobreza".
E não tirou avô, morreste nobre, como o sempre foste. Lúcido. Feliz. Amado, muito amado.
Saudades.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Louca pelo natal #1

A árvore de natal já está montada. A decoração vai-se instalando pela casa. Eu sou louca por toda a decoração que tenha a haver com o natal.
Hoje fui ao Lidl fazer as compras da semana e deparei-me com estes artigos, que tive mesmo de trazer para casa.





São pequeninas coisas, simples, mas eu adoro.... O que acham? 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Destino, Karma, ou Deus.

O que quer que seja que existe e que traça a nossa vida.
Resta-me a esperança... a esperança que só me podem aguardar coisas muito boas no futuro para mim e para os meus pais, porque com o inferno que temos passados, acho que só neste ano, esgotamos todas as coisas más que podem acontecer numa vida.
É bom que tenhamos à nossa espera um futuro de paz e felicidade, porque não aguentamos mais viver com este presente tão amargo.
Dizem que só nos é dado o que podemos aguentar. Mas é mentira. Ás vezes não aguentamos,
Dizem que depois da tempestade vem a bonança, nós já estamos em tempestade há muito tempo, e os raios de sol teimam em não surgir. Talvez tenham reservado para mim uma vida cheia de tempestades.
Talvez tenham reservado para os meus pais uma vida de azares.
A pergunta que tenho para fazer hoje a Deus, ou ao karma é: É só isto que tens para mim? Só isto?