que não liga nenhuma ao Halloween?
Não faço a menor ideia do que significa esta tradição, de onde é originária, e o que realmente se comemora. Não faço ideia porque estamos a festejar o dia das bruxas e dois dias a seguir estamos a chorar o dia dos mortos, o dia dos nossos entes queridos que já não estão cá.
Para mim, o dia das bruxas passou-me sempre ao lado, e nunca gostei do dia 1 e 2 de Novembro, porque sempre achei ser um dia triste (e é!).
Este ano perdi uma das pessoas mais importantes para mim, o meu querido avô.
Faz algum sentido eu estar a comemorar, a ir a festas, e a enfeitar a minha casa de coisas assustadoras, para no dia a seguir, ter de ir ao cemitério, olhar para a campa do meu avô e desatar a chorar? Para mim não faz.
E não, não sou daquelas pessoas que só vai ao cemitério no dia 1 de Novembro, vou com bastante frequência, pelo menos agora, mas faz parte da tradição da minha família reunir-se e ir ao cemitério no dia 1 de Novembro.
E é um ambiente de cortar à faca, ouve-se choro, e vêm-se fotografias de rostos que nunca esqueceremos mas que infelizmente também nunca mais veremos em vida.
E porque raio havemos de festejar o dia de uns seres (bruxas) que são associadas ao mal? E eu sinceramente acredito que elas existam.
Mas não me peçam para achar piada a este dia, porque não acho.
Se alguém ler isto, e for fã do Halloween que me dê uma explicação breve nos comentários sobre o porque do entusiasmo com que se vive este dia/noite. Gostava também de poder entender o lado das pessoas que vivem e festejam este dia.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
1h de drama
Eu sou filha única, e sou mesmo muito menina dos papás. Mesmo.
Houve tempos, na minha adolescência, na fase estúpida que toda a gente tem, penso eu, em que não queria passar tempo com os meus pais. Chegava da escola e enfiava-me no quarto, saía para comer e pouco mais, não lhes dava atenção, e as discussões eram muitas.
E depois a estupidez passa, e percebemos as asneiras que fizemos, as roupas horrorosas que vestimos, as maquilhagens ridículas que levamos para a escola, e quão estúpidos fomos para os nossos pais.
Aos 16 anos fui para um colégio interno. E quando voltei, um ano depois, era uma pessoa completamente diferente.
Foi dos anos mais duros que tive, mas também foi dos melhores, cresci tanto, a minha responsabilidade, que já era bastante, triplicou, aprendi tanto, conheci tantas pessoas, chorei muito mas acho que ri ainda mais.
Lembro-me que chorava quase todos os dias com saudades dos meus pais. Foi aí que despertei.
Foi aí que comecei a pôr os meus pais no maior pedestal, foi aí que percebi que nunca ia amar nada nem ninguém como os amo a eles, foi aí que percebi que ninguém, nunca, me vai amar como eles me amam, Acho que nunca lhes vou conseguir agradecer por tudo o que fizeram e continuam a fazer por mim.
Hoje tenho uma relação com eles, como nunca tive, estou longe deles, mas preciso de falar com eles todos os dias, e sempre que posso e tenho mais tempo vou logo a correr para os braços deles e para a minha terrinha. Não quero nem consigo pensar que eles estão a envelhecer, não me imagino a ficar sem nenhum deles, sinto que quando os perder não vou aguentar.
Tudo isto porque hoje aconteceu uma coisa que me deixou com o coração nas mãos, e em lágrimas durante uma hora.
Todos os dias, por volta das 20h da noite a minha mãe ou o meu pai liga-me ou eu ligo-lhes a eles, nem que seja uma conversa de 2 minutos, mas falamos todos os dias à noite.
Não é às 19h, não é às 21h, é às 20h da noite, todas as noites.
Hoje eram já 20h30 e ainda ninguém me tinha ligado, então liguei eu.
Ninguém atendeu e estranhei. Tentei novamente, e novamente sem resposta. Que fique aqui ciente que a minha mãe tem um telemóvel, o meu pai tem dois e ainda temos o telefone fixo de casa. E eu liguei para estes 4 números repetidas vezes e ninguém me atendeu. Não era normal e desatei num pranto, o coração a mil à hora, só pelo simples facto de não encontrar explicação para nenhum deles atender.
Passado 1h liga-me o meu pai. Tinha ido ao café e deixou os dois telemóveis no carro. Ok fiquei mais descansada, mas perguntei-lhe pela mãe. Ao que ele responde: "A mãe está em casa, ainda não falaste com ela?".
É aí que o meu coração dispara. Se ela está em casa, porque não atende??? O meu pai foi logo para casa ver o que se passava.
Passado 20 minutos a minha mãe liga-me, e mal oiço a voz dela começo a chorar e a resmungar com ela. Ela lá me explica que estava a falar ao telefone já há uma 1h com uma cliente e não a tinha conseguido despachar. Não passou de um contra-tempo. Mas porra, eu fiquei com o coração nas mãos durante 1h. Parece que sou eu a mãe deles.
No fim, diz-me ela: "Agora já sabes o que sinto quando te ligo e tu não atendes à primeira?"
Sou tão dramática. Nem quero imaginar como serei se um dia tiver filhos.
Houve tempos, na minha adolescência, na fase estúpida que toda a gente tem, penso eu, em que não queria passar tempo com os meus pais. Chegava da escola e enfiava-me no quarto, saía para comer e pouco mais, não lhes dava atenção, e as discussões eram muitas.
E depois a estupidez passa, e percebemos as asneiras que fizemos, as roupas horrorosas que vestimos, as maquilhagens ridículas que levamos para a escola, e quão estúpidos fomos para os nossos pais.
Aos 16 anos fui para um colégio interno. E quando voltei, um ano depois, era uma pessoa completamente diferente.
Foi dos anos mais duros que tive, mas também foi dos melhores, cresci tanto, a minha responsabilidade, que já era bastante, triplicou, aprendi tanto, conheci tantas pessoas, chorei muito mas acho que ri ainda mais.
Lembro-me que chorava quase todos os dias com saudades dos meus pais. Foi aí que despertei.
Foi aí que comecei a pôr os meus pais no maior pedestal, foi aí que percebi que nunca ia amar nada nem ninguém como os amo a eles, foi aí que percebi que ninguém, nunca, me vai amar como eles me amam, Acho que nunca lhes vou conseguir agradecer por tudo o que fizeram e continuam a fazer por mim.
Hoje tenho uma relação com eles, como nunca tive, estou longe deles, mas preciso de falar com eles todos os dias, e sempre que posso e tenho mais tempo vou logo a correr para os braços deles e para a minha terrinha. Não quero nem consigo pensar que eles estão a envelhecer, não me imagino a ficar sem nenhum deles, sinto que quando os perder não vou aguentar.
Tudo isto porque hoje aconteceu uma coisa que me deixou com o coração nas mãos, e em lágrimas durante uma hora.
Todos os dias, por volta das 20h da noite a minha mãe ou o meu pai liga-me ou eu ligo-lhes a eles, nem que seja uma conversa de 2 minutos, mas falamos todos os dias à noite.
Não é às 19h, não é às 21h, é às 20h da noite, todas as noites.
Hoje eram já 20h30 e ainda ninguém me tinha ligado, então liguei eu.
Ninguém atendeu e estranhei. Tentei novamente, e novamente sem resposta. Que fique aqui ciente que a minha mãe tem um telemóvel, o meu pai tem dois e ainda temos o telefone fixo de casa. E eu liguei para estes 4 números repetidas vezes e ninguém me atendeu. Não era normal e desatei num pranto, o coração a mil à hora, só pelo simples facto de não encontrar explicação para nenhum deles atender.
Passado 1h liga-me o meu pai. Tinha ido ao café e deixou os dois telemóveis no carro. Ok fiquei mais descansada, mas perguntei-lhe pela mãe. Ao que ele responde: "A mãe está em casa, ainda não falaste com ela?".
É aí que o meu coração dispara. Se ela está em casa, porque não atende??? O meu pai foi logo para casa ver o que se passava.
Passado 20 minutos a minha mãe liga-me, e mal oiço a voz dela começo a chorar e a resmungar com ela. Ela lá me explica que estava a falar ao telefone já há uma 1h com uma cliente e não a tinha conseguido despachar. Não passou de um contra-tempo. Mas porra, eu fiquei com o coração nas mãos durante 1h. Parece que sou eu a mãe deles.
No fim, diz-me ela: "Agora já sabes o que sinto quando te ligo e tu não atendes à primeira?"
Sou tão dramática. Nem quero imaginar como serei se um dia tiver filhos.
Viciada em séries #5 - Blindspot
Hoje trago-vos uma série, que para quem é amante de séries do género do CSI, e séries policias, esta é a ideal para vocês!
Sinopse: Blindspot conta a história de um agente do FBI que, misteriosamente, se vê em meio a uma conspiração. A história começa quando Jane Doe (Jaimie Alexander), completamente sem memória, é encontrada nua no meio da Times Square, em Nova York, com o corpo coberto de tatuagens recentes. E uma dessas tatuagens é o nome do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton). Agora, ele terá que desvendar os mistérios: Quem é esta mulher e o que significam suas tatuagens?
Eu gosto da série, tem um twist diferente das séries policiais, e é um enredo que nos prende ao ecrã, tem imenso suspense e parece que nunca percebemos nada do que está a acontecer verdadeiramente na série.
Personagem favorita:
Nesta série eu acho que todo o cast é muito bom, e não consigo escolher uma personagem favorita, penso que todo o enredo é mesmo muito em conseguido.
Sinopse: Blindspot conta a história de um agente do FBI que, misteriosamente, se vê em meio a uma conspiração. A história começa quando Jane Doe (Jaimie Alexander), completamente sem memória, é encontrada nua no meio da Times Square, em Nova York, com o corpo coberto de tatuagens recentes. E uma dessas tatuagens é o nome do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton). Agora, ele terá que desvendar os mistérios: Quem é esta mulher e o que significam suas tatuagens?
Eu gosto da série, tem um twist diferente das séries policiais, e é um enredo que nos prende ao ecrã, tem imenso suspense e parece que nunca percebemos nada do que está a acontecer verdadeiramente na série.
Personagem favorita:
Nesta série eu acho que todo o cast é muito bom, e não consigo escolher uma personagem favorita, penso que todo o enredo é mesmo muito em conseguido.
sábado, 22 de outubro de 2016
Ir às compras, agora, é difícil!
Vocês imaginam o quão difícil é ir a um hipermercado quando estamos de dieta?
É muito difícil mesmo! Hoje fui ao Continente, e o espírito do Halloween estava instalado por toda a parte, ou seja, a cada esquina havia só doces em promoção, e coisas que fazem mal.
Estive quase a ceder, estive quase a pegar num pacote de batatas fritas, estive quase a pegar numa pizza, mas não, mantive-me forte e fiel à promessa que fiz a mim e à minha mãe.
Para quem está na mesma luta que eu, tenham força quando vão às compras, não é fácil, só as coisas que não devemos comer nos saltam à vista, não e nada fácil, mas há que ser forte e levar esta luta até ao fim.
É muito difícil mesmo! Hoje fui ao Continente, e o espírito do Halloween estava instalado por toda a parte, ou seja, a cada esquina havia só doces em promoção, e coisas que fazem mal.
Estive quase a ceder, estive quase a pegar num pacote de batatas fritas, estive quase a pegar numa pizza, mas não, mantive-me forte e fiel à promessa que fiz a mim e à minha mãe.
Para quem está na mesma luta que eu, tenham força quando vão às compras, não é fácil, só as coisas que não devemos comer nos saltam à vista, não e nada fácil, mas há que ser forte e levar esta luta até ao fim.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Desabafo de ultima hora
Há dias em que não sei onde hei-de ir buscar forças para me manter feliz e optimista.
Há dias (hoje) em que não tenho motivação para fazer nada.
Houve alturas na minha vida que pensava que era um cubo de gelo. Não sentia nada. Não sentia amor, não sentia dor, não chorava. Estava simplesmente quieta no meu canto sem reagir a nada.
Mas depois, nos últimos meses, tudo mudou, e um estado melancólico instalou-se em mim.
Uma série de acontecimentos desencadearam isto. Mas neste momento sinto que nunca vou conseguir ultrapassar este mau momento, este estado de melancolia que se está a apoderar de mim.
Sinto-me sozinha, e já nem com os meus amigos consigo conversar sobre mim, sobre toda a dor que tenho dentro de mim.
Porque isto de ter um blog é também uma terapia, e este foi o desabafo de ultima hora,
Há dias (hoje) em que não tenho motivação para fazer nada.
Houve alturas na minha vida que pensava que era um cubo de gelo. Não sentia nada. Não sentia amor, não sentia dor, não chorava. Estava simplesmente quieta no meu canto sem reagir a nada.
Mas depois, nos últimos meses, tudo mudou, e um estado melancólico instalou-se em mim.
Uma série de acontecimentos desencadearam isto. Mas neste momento sinto que nunca vou conseguir ultrapassar este mau momento, este estado de melancolia que se está a apoderar de mim.
Sinto-me sozinha, e já nem com os meus amigos consigo conversar sobre mim, sobre toda a dor que tenho dentro de mim.
Porque isto de ter um blog é também uma terapia, e este foi o desabafo de ultima hora,
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Diário de uma solteira #12 - Os Homens (não) choram.
Dizem que os homens não choram. E se choram, choram só para eles. As mulheres choram muito, choram por desgostos amorosos, choram porque se sentem feias, choram porque não tem roupa choram por que sim, choram porque não. Os homens não.
Por isso é que acho que ver um homem chorar parte o coração. Se um homem chorar à tua frente é porque ele confia mesmo em ti. Na mente dele está a expor-se da maneira mais extrema, porque um dia alguém disse que os homens não choram.
Hoje lembrei-me das vezes que choraste à minha frente, foram poucas, mas as suficientes para perceber que confiavas tanto em mim para o fazeres comigo. O teu sorriso derretia-me, mas as tuas lágrimas deixavam-me paralisada.
Lembro-me da primeira vez que te ouvi chorar, ligaste-me e desataste num pranto tímido. Fui forte por ti, mas derreti-me por dentro.
A segunda vez arranquei-te as lágrimas quase à força, sabia que não estavas bem mas não querias falar, mas quando falaste... as lágrimas surgiram outra vez, quis chorar contigo, mas naquele momento não era das minhas lágrimas que precisavas, mas sim da minha força.
Mas a mais marcante foi a ultima vez que te vi chorar. E nessa vez choramos juntos. Tive a minha cerimónia de finalista, e quando acabou vieste ter comigo abraçaste-me a chorar de orgulho, e nesse momento não aguentei, baixei a minha armadura e chorei contigo, naquele momento acho que chorávamos por outras coisas, por tudo o que podíamos ter sido e não fomos. Quando chegou a vez de me dares as três bengaladas na cartola, (diz a tradição que por cada bengalada tem de se desejar/dizer algo ao ouvido) sussurraste-me ainda com lágrimas nos olhos "desculpa, estou feliz, mas não consigo dizer-te nada se não, não vou conseguir parar de chorar". Nesse momento eu sabia que a nossa história tinha acabado ali, no meio das nossas lágrimas. Mesmo assim fiquei feliz, por pela primeira vez poder ver-te a chorar de alegria.
Hoje lembrei-me das vezes em que choraste à minha frente e comigo, E hoje chorei ao lembrar-me disso.
Hoje ainda me custa vê-la chegar ao pé de ti e beijar-te. Sorrio e desvio o olhar. Está tudo bem. Hoje também posso chorar, desta vez sem tu saberes.
Por isso é que acho que ver um homem chorar parte o coração. Se um homem chorar à tua frente é porque ele confia mesmo em ti. Na mente dele está a expor-se da maneira mais extrema, porque um dia alguém disse que os homens não choram.
Hoje lembrei-me das vezes que choraste à minha frente, foram poucas, mas as suficientes para perceber que confiavas tanto em mim para o fazeres comigo. O teu sorriso derretia-me, mas as tuas lágrimas deixavam-me paralisada.
Lembro-me da primeira vez que te ouvi chorar, ligaste-me e desataste num pranto tímido. Fui forte por ti, mas derreti-me por dentro.
A segunda vez arranquei-te as lágrimas quase à força, sabia que não estavas bem mas não querias falar, mas quando falaste... as lágrimas surgiram outra vez, quis chorar contigo, mas naquele momento não era das minhas lágrimas que precisavas, mas sim da minha força.
Mas a mais marcante foi a ultima vez que te vi chorar. E nessa vez choramos juntos. Tive a minha cerimónia de finalista, e quando acabou vieste ter comigo abraçaste-me a chorar de orgulho, e nesse momento não aguentei, baixei a minha armadura e chorei contigo, naquele momento acho que chorávamos por outras coisas, por tudo o que podíamos ter sido e não fomos. Quando chegou a vez de me dares as três bengaladas na cartola, (diz a tradição que por cada bengalada tem de se desejar/dizer algo ao ouvido) sussurraste-me ainda com lágrimas nos olhos "desculpa, estou feliz, mas não consigo dizer-te nada se não, não vou conseguir parar de chorar". Nesse momento eu sabia que a nossa história tinha acabado ali, no meio das nossas lágrimas. Mesmo assim fiquei feliz, por pela primeira vez poder ver-te a chorar de alegria.
Hoje lembrei-me das vezes em que choraste à minha frente e comigo, E hoje chorei ao lembrar-me disso.
Hoje ainda me custa vê-la chegar ao pé de ti e beijar-te. Sorrio e desvio o olhar. Está tudo bem. Hoje também posso chorar, desta vez sem tu saberes.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Caracol em Dieta #3 - Um mês depois
Hoje faz um mês que iniciei a minha dieta, a minha reeducação alimentar, a minha nova vida, o meu novo eu. Enchi-me de coragem, marquei consulta num nutricionista, porque sei que sozinha nunca iria conseguir levar isto avante.
As mudanças foram muitas, eu sei que estão fartos de ouvir estas dicas, sei que não é preciso ir a nenhum nutricionista para saber as regras, mas a verdade é que muita pouca gente cumpre isto à letra, e se cumpre dois dias, no resto da semana já se descuida. Mas para quem quer perder peso isto tem mesmo de ser levado à risca, dia após dia!
Então as principais mudanças que eu adoptei no meu dia-a-dia foram as seguintes:
- Fazer mais refeições durante o dia.
- Comer menos porções de comida em cada refeição (muito menos do que normalmente comia)
- Beber no mínimo 2L de água, há dias em que chego aos 3L de água/ chá por dia.
- Hidratos de carbono do tipo massa, arroz e batata? Só duas ou três vezes por semana ao almoço e com quantidades muito moderadas.
- Jantar: Zero hidratos de carbono, muita sopa (sem batata), saladas, peixes ou carnes grelhada.
- Fruta, muita fruta, mas só determinadas frutas, pois algumas estão restringidas por serem muito calóricas( ex: banana, uvas, figos). A fruta que como mais é o Kiwi e tangerinas.
- Nada de frutos secos para já, são demasiado calóricos e como são pequeninos facilmente ultrapassamos a quantidade certa para nós.
- Risquei completamente o pão. Aliás, o meu nutricionista fez um negócio comigo, nos dias em que fizesse exercício eu podia comer uma fatia de pão. Mas desde que iniciei a dieta ainda não comi pão.
- Exercício físico claro. Esta é que me tem custado mais, confesso que sou preguiçosa e nunca tive vontade de fazer exercício físico, nesta área o que tenho feito é andar muito, ir a pé para a faculdade, escadas em vez de elevador, etc. Mas sei que tenho mesmo de começar a fazer exercício à seria!
Estas foram as principais mudanças, mas há mais claro, conto numa próxima, mas agora vamos a números, depois de um mês com estas alterações eis o resultado:
As mudanças foram muitas, eu sei que estão fartos de ouvir estas dicas, sei que não é preciso ir a nenhum nutricionista para saber as regras, mas a verdade é que muita pouca gente cumpre isto à letra, e se cumpre dois dias, no resto da semana já se descuida. Mas para quem quer perder peso isto tem mesmo de ser levado à risca, dia após dia!
Então as principais mudanças que eu adoptei no meu dia-a-dia foram as seguintes:
- Fazer mais refeições durante o dia.
- Comer menos porções de comida em cada refeição (muito menos do que normalmente comia)
- Beber no mínimo 2L de água, há dias em que chego aos 3L de água/ chá por dia.
- Hidratos de carbono do tipo massa, arroz e batata? Só duas ou três vezes por semana ao almoço e com quantidades muito moderadas.
- Jantar: Zero hidratos de carbono, muita sopa (sem batata), saladas, peixes ou carnes grelhada.
- Fruta, muita fruta, mas só determinadas frutas, pois algumas estão restringidas por serem muito calóricas( ex: banana, uvas, figos). A fruta que como mais é o Kiwi e tangerinas.
- Nada de frutos secos para já, são demasiado calóricos e como são pequeninos facilmente ultrapassamos a quantidade certa para nós.
- Risquei completamente o pão. Aliás, o meu nutricionista fez um negócio comigo, nos dias em que fizesse exercício eu podia comer uma fatia de pão. Mas desde que iniciei a dieta ainda não comi pão.
- Exercício físico claro. Esta é que me tem custado mais, confesso que sou preguiçosa e nunca tive vontade de fazer exercício físico, nesta área o que tenho feito é andar muito, ir a pé para a faculdade, escadas em vez de elevador, etc. Mas sei que tenho mesmo de começar a fazer exercício à seria!
Estas foram as principais mudanças, mas há mais claro, conto numa próxima, mas agora vamos a números, depois de um mês com estas alterações eis o resultado:
Não podia estar mais feliz, todo o esforço compensa. Quando iniciei a minha dieta o meu IMC estava no nível de Obesidade I , hoje já desci para o nível Acima do peso.
Perdi 5,6 Kg e estou feliz, vou continuar com esta luta, custe o que custar, desta vez não desisto!
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Preguiça...
Nestes últimos dias a preguiça tem sido muita mesmo!
Não me apetece fazer nada, só me apetece estar na ronha a ver séries.
Para mim já chegou o Outono. E como eu adoro o Outono!
Amanhã volto à carga, o meu relatório está ali a chamar por mim e eu tenho-o ignorado, mas neste momento não posso mais.... Tem de ser!
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Os taxistas que perderam uma cliente!
Eu que até era uma pessoa que andava de táxi com regularidade, pelo menos sempre que saio à noite, prefiro ir de táxi para casa do que beber e conduzir ou ir de boleia com um amigo que bebeu.
Nunca andei de Uber, mas desde segunda que instalei a aplicação da Uber.
Agora os taxistas metem-me nojo. A serio, depois daquelas das meninas virgens, do vandalismo e violência o que se pode esperar de taxistas deste calibre? Talvez tenham perdido uma cliente.
Mas tenho pena, porque já apanhei taxistas tão gentis, tão cultos e tão simpáticos que vão levar por tabela por causa destes animais.
Nunca andei de Uber, mas desde segunda que instalei a aplicação da Uber.
Agora os taxistas metem-me nojo. A serio, depois daquelas das meninas virgens, do vandalismo e violência o que se pode esperar de taxistas deste calibre? Talvez tenham perdido uma cliente.
Mas tenho pena, porque já apanhei taxistas tão gentis, tão cultos e tão simpáticos que vão levar por tabela por causa destes animais.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Caracol em dieta #2
Duas semanas depois venho trazer-vos mais novidades desta minha luta.
Acho que até me tenho aguentado bem, a balança é que nestes últimos dias não foi muito simpática para mim, quer dizer, não engordei, mas estava à espera de emagrecer bem mais. Eu sei que na primeira semana e meia perdi muito peso, 3kg numa semana e meia é mesmo muito, e também sei que é impossível eu perder esta quantidade de peso a cada semana, mas nestes últimos 15 dias eu esforcei-me mesmo muito, passei o fim-de-semana praticamente a sopa, fiz exercício e a balança teima em não descer muito mais...
Mas desta vez nada me demove, não posso parar esta luta!
Ora vamos lá a números:
Acho que até me tenho aguentado bem, a balança é que nestes últimos dias não foi muito simpática para mim, quer dizer, não engordei, mas estava à espera de emagrecer bem mais. Eu sei que na primeira semana e meia perdi muito peso, 3kg numa semana e meia é mesmo muito, e também sei que é impossível eu perder esta quantidade de peso a cada semana, mas nestes últimos 15 dias eu esforcei-me mesmo muito, passei o fim-de-semana praticamente a sopa, fiz exercício e a balança teima em não descer muito mais...
Mas desta vez nada me demove, não posso parar esta luta!
Ora vamos lá a números:
O que é que vocês acham? A vossa opinião é importante para mim, por isso digam-me lá de vossa justiça :)
sábado, 8 de outubro de 2016
A guerra de gerações, e as boas acções esquecidas
Eu nunca entrei muito nesta dita "guerra de gerações", mas é sabido que existe. Pessoas acima de uma determinada idade (eu diria meia idade), estão constantemente a proferir as seguintes frases:
- "No meu tempo não era nada disto..."
- "Hoje em dia os jovens só querem saber de drogas, alcool, tabaco e festas"
- " Os jovens de hoje em dia são uns mal educados"
- " Os jovens de hoje em dia já não querem saber da família e de quem os educou"
- " Os jovens de hoje em dia não tem responsabilidade nenhuma!" - Entre outras coisas do género.
Estas conversas são normalmente apanhadas em paragens de autocarro, filas de supermercado, nos comentários do facebook, ou num qualquer espaço publico.
Se soubessem o quanto me irrita ouvir isto. Irrita-me! Já ouvi várias vezes conversas destas, mas fui educada (coisa que eles dizem que os jovens não são) e calei-me, guardei para mim e respeitei a opinião.
Eu sei que neste mundo há de tudo, há jovens mal educados, há jovens sem objectivos e responsabilidades, há jovens viciados em alcool e tabaco. Sim tudo isto existe! Mas não é só aos jovens que isto acontece, acontece a pessoas de todas as idades e feitios!
Eu sinceramente estou um bocadinho farta que acusem a minha geração de ser um montão de coisas que na realidade não somos!
Este post vem a propósito de uma situação que me aconteceu ontem no supermercado.
Quando entrei no Continente estavam JOVENS VOLUNTÁRIOS (todos com idades entre os 18 e 25 anos mais ou menos) da cruz vermelha a entregar panfletos e sacos para quem quisesse contribuir de alguma forma com comida, nem que fosse só uma lata de atum. Entrei, e um JOVEM explicou-me a causa e eu aceitei e peguei num saco. Entretanto fui fazer as minhas compras e fui à zona do talho onde estava um fila enorme e onde tive de esperar imenso tempo, curiosamente, perto desta zona do talho estava um JOVEM voluntário a distribuir os tais sacos para quem quisesse ajudar. Como estive ali imenso tempo na fila à espera da minha vez pude observar quem é que pegava nos sacos e quem é que nem sequer respondia ao JOVEM voluntário. Estive na fila cerca de 25 minutos, e nesse espaço de tempo devo ter visto cerca de 10 JOVENS que entraram no supermercado e pegaram nos sacos para ajudar. Sabem quantas pessoas mais velhas vi a ajudar? Zero. Nada.
Mas tudo bem, respeito que nem toda a gente possa ajudar. Mas sabem o que é que estava a acontecer na fila do talho? Uma dessas conversas com as frases já mencionadas acima entre três senhoras com os seus 50. Não lhes vi nenhum saco da cruz vermelha na mão. Mas pronto, os JOVENS é que são uns parasitas da sociedade.
Em relação à ajuda da cruz vermelha, custa-me mesmo ver pessoas a entrar no supermercado e ignorar por completo estas acções. A minha contribuição foi pouca, mas tenho a certeza que vai ajudar alguém:
- 1 pacote de sal grosso (20 cent)
- 1 L de leite (45 cent)
- 3 pacotes de bolachas tipo cracker (30 cent cada)
- 1 Lata grande de feijão (50 cent)
Não fiquei mais pobre por isto, mas sei que ajudei. Mas isso não interessa nada porque vou sempre pertencer à geração dos JOVENS mal educados, egoístas, e ignorantes.
- "No meu tempo não era nada disto..."
- "Hoje em dia os jovens só querem saber de drogas, alcool, tabaco e festas"
- " Os jovens de hoje em dia são uns mal educados"
- " Os jovens de hoje em dia já não querem saber da família e de quem os educou"
- " Os jovens de hoje em dia não tem responsabilidade nenhuma!" - Entre outras coisas do género.
Estas conversas são normalmente apanhadas em paragens de autocarro, filas de supermercado, nos comentários do facebook, ou num qualquer espaço publico.
Se soubessem o quanto me irrita ouvir isto. Irrita-me! Já ouvi várias vezes conversas destas, mas fui educada (coisa que eles dizem que os jovens não são) e calei-me, guardei para mim e respeitei a opinião.
Eu sei que neste mundo há de tudo, há jovens mal educados, há jovens sem objectivos e responsabilidades, há jovens viciados em alcool e tabaco. Sim tudo isto existe! Mas não é só aos jovens que isto acontece, acontece a pessoas de todas as idades e feitios!
Eu sinceramente estou um bocadinho farta que acusem a minha geração de ser um montão de coisas que na realidade não somos!
Este post vem a propósito de uma situação que me aconteceu ontem no supermercado.
Quando entrei no Continente estavam JOVENS VOLUNTÁRIOS (todos com idades entre os 18 e 25 anos mais ou menos) da cruz vermelha a entregar panfletos e sacos para quem quisesse contribuir de alguma forma com comida, nem que fosse só uma lata de atum. Entrei, e um JOVEM explicou-me a causa e eu aceitei e peguei num saco. Entretanto fui fazer as minhas compras e fui à zona do talho onde estava um fila enorme e onde tive de esperar imenso tempo, curiosamente, perto desta zona do talho estava um JOVEM voluntário a distribuir os tais sacos para quem quisesse ajudar. Como estive ali imenso tempo na fila à espera da minha vez pude observar quem é que pegava nos sacos e quem é que nem sequer respondia ao JOVEM voluntário. Estive na fila cerca de 25 minutos, e nesse espaço de tempo devo ter visto cerca de 10 JOVENS que entraram no supermercado e pegaram nos sacos para ajudar. Sabem quantas pessoas mais velhas vi a ajudar? Zero. Nada.
Mas tudo bem, respeito que nem toda a gente possa ajudar. Mas sabem o que é que estava a acontecer na fila do talho? Uma dessas conversas com as frases já mencionadas acima entre três senhoras com os seus 50. Não lhes vi nenhum saco da cruz vermelha na mão. Mas pronto, os JOVENS é que são uns parasitas da sociedade.
Em relação à ajuda da cruz vermelha, custa-me mesmo ver pessoas a entrar no supermercado e ignorar por completo estas acções. A minha contribuição foi pouca, mas tenho a certeza que vai ajudar alguém:
- 1 pacote de sal grosso (20 cent)
- 1 L de leite (45 cent)
- 3 pacotes de bolachas tipo cracker (30 cent cada)
- 1 Lata grande de feijão (50 cent)
Não fiquei mais pobre por isto, mas sei que ajudei. Mas isso não interessa nada porque vou sempre pertencer à geração dos JOVENS mal educados, egoístas, e ignorantes.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Viciada em séries #4 - Gotham
Vou-vos ser muito sincera, esta é a série mais diferente do género que costumo ver e gostar, porque sinceramente não gosto muito de séries de super heróis e deste género de ficção, mas confesso só comecei a ver esta série por causa da minha mais forte celebrity crush (já lá vamos).
Por isso pela primeira vez nesta "rubrica" não começo por dizer: Gente vocês tem de ver esta série!!!
Não acho que seja uma série brilhante, longe disso, acho que tem cenas demasiado nhê e mal conseguidas, e penso isto porque como já disse não costumo acompanhar e apreciar este tipo de ficção, mas já que comecei agora vejo até ao fim!
Esta série basicamente é sobre a cidade de Gotham (antes de Batman), uma cidade cheia de crimes e de criaturas e personagens um pouco fora do normal, crime é o prato do dia nesta cidade, e por isso mesmo a série é focada nos policias que tentam deter estes mesmo crimes e é claro é também focada no adolescente Bruce Wayne que perdeu os pais num destes crimes muito misteriosos. Como sabem, ou deveriam saber Bruce Wayne é a pessoa que se vai transformar em Batman, por isso a série acaba por ser interessante por retratar também a vida da cidade antes de Batman surgir.
Personagem favorita:
Por incrível que pareça e acho que pela primeira e única vez a minha personagem favorita é um vilão: Jerome. Ainda não está 100% confirmado mas tudo indica que este Jerome se irá tornar no famoso Joker o eterno inimigo de Batman.
As cenas mais brilhantes da séries são as dele (e também não posso esquecer as belas cenas de O Pinguim, e Fish Mooney), a famosa risada do Joker que ele interpreta na perfeição.
E sim, foi por causa deste jovem que eu comecei a ver a série. O actor que interpreta Jerome (Cameron Monaghan) é a minha mais forte e assumida celebrity crush! Um dia irei dedicar um post só para este incrível, lindo, e talentoso actor. Ainda vão ouvir falar muito deste senhor ele é um actor incrível! Peço-vos, não que vejam a série se não fizer o vosso género, mas pelo menos dêem uma espreitadela às cenas do Jerome, são demasiado boas.
Deixo-vos aqui o video de uma das primeiras cenas dele na série, mas acreditem há muito mais e muito melhores:
E vocês, conhecem a série? O que acharam?
Por isso pela primeira vez nesta "rubrica" não começo por dizer: Gente vocês tem de ver esta série!!!
Não acho que seja uma série brilhante, longe disso, acho que tem cenas demasiado nhê e mal conseguidas, e penso isto porque como já disse não costumo acompanhar e apreciar este tipo de ficção, mas já que comecei agora vejo até ao fim!
Esta série basicamente é sobre a cidade de Gotham (antes de Batman), uma cidade cheia de crimes e de criaturas e personagens um pouco fora do normal, crime é o prato do dia nesta cidade, e por isso mesmo a série é focada nos policias que tentam deter estes mesmo crimes e é claro é também focada no adolescente Bruce Wayne que perdeu os pais num destes crimes muito misteriosos. Como sabem, ou deveriam saber Bruce Wayne é a pessoa que se vai transformar em Batman, por isso a série acaba por ser interessante por retratar também a vida da cidade antes de Batman surgir.
Personagem favorita:
Por incrível que pareça e acho que pela primeira e única vez a minha personagem favorita é um vilão: Jerome. Ainda não está 100% confirmado mas tudo indica que este Jerome se irá tornar no famoso Joker o eterno inimigo de Batman.
As cenas mais brilhantes da séries são as dele (e também não posso esquecer as belas cenas de O Pinguim, e Fish Mooney), a famosa risada do Joker que ele interpreta na perfeição.
E sim, foi por causa deste jovem que eu comecei a ver a série. O actor que interpreta Jerome (Cameron Monaghan) é a minha mais forte e assumida celebrity crush! Um dia irei dedicar um post só para este incrível, lindo, e talentoso actor. Ainda vão ouvir falar muito deste senhor ele é um actor incrível! Peço-vos, não que vejam a série se não fizer o vosso género, mas pelo menos dêem uma espreitadela às cenas do Jerome, são demasiado boas.
Deixo-vos aqui o video de uma das primeiras cenas dele na série, mas acreditem há muito mais e muito melhores:
E vocês, conhecem a série? O que acharam?
terça-feira, 4 de outubro de 2016
O que é que (não) sentes? Borboletas
Há muito tempo que não as sinto. Tenho saudades das borboletas, mas elas há já muito que não me visitam.
Não tenho medo nem complexos de estar solteira.
O meu maior medo é só um: Nunca mais voltar a sentir as borboletas, aquele irrevogável e ardente amor, aquela dorzinha no peito quando suspiramos.
Sinto que cada vez me fecho mais e que nunca mais serei capaz de amar.
Já amei, uma vez, quando ainda tinha a inocência de um coração inquebrável, amei de uma forma tão intensa que quase sentia o peito rasgar. Foi só uma vez. Nunca mais consegui amar ninguém daquela maneira.
Tive algumas paixões, que não passaram disso, paixões, passageiras, fugazes.
Mas amar... nunca mais consegui. Muitas vezes pergunto-me se sou um bloco de gelo. Não sei.
Sei que ainda o amo, um amor diferente claro, um amor que está bem resolvido e guardado num cantinho do meu coração, amo-o só pelo simples facto de ter sido a única pessoa que me fez amar. Foi o meu primeiro amor, e o primeiro nunca se esquece não é verdade?
Mas as borboletas... Ai as borboletas... Tenho saudades delas.
Não tenho medo nem complexos de estar solteira.
O meu maior medo é só um: Nunca mais voltar a sentir as borboletas, aquele irrevogável e ardente amor, aquela dorzinha no peito quando suspiramos.
Sinto que cada vez me fecho mais e que nunca mais serei capaz de amar.
Já amei, uma vez, quando ainda tinha a inocência de um coração inquebrável, amei de uma forma tão intensa que quase sentia o peito rasgar. Foi só uma vez. Nunca mais consegui amar ninguém daquela maneira.
Tive algumas paixões, que não passaram disso, paixões, passageiras, fugazes.
Mas amar... nunca mais consegui. Muitas vezes pergunto-me se sou um bloco de gelo. Não sei.
Sei que ainda o amo, um amor diferente claro, um amor que está bem resolvido e guardado num cantinho do meu coração, amo-o só pelo simples facto de ter sido a única pessoa que me fez amar. Foi o meu primeiro amor, e o primeiro nunca se esquece não é verdade?
Mas as borboletas... Ai as borboletas... Tenho saudades delas.
sábado, 1 de outubro de 2016
#instagramer || 8 || - See you again
Acima destas flores tem a seguinte frase: Os 10 mandamentos do lar.
- Comprensão
- Carinho
- Amizade
- Fé
- Amor
- Fidelidade
- Harmonia
- Diálogo
- Respeito
- Dedicação
Porque é que escolhi esta musica para ser o titulo desta publicação? Porque tem um parte da letra que me toca sempre.
How could we not talk about family
When family's is all that we got?
P.S: Esta foto é da minha autoria, retirada da minha conta pessoal do Instagram. Não utilizar sem pedir a devida autorização.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
A minha opinião sobre a praxe
Este é um texto bastante irónico, mas que retrata a minha opinião sobre a praxe. É longo, mas acho que vale a pena.
Então, os senhores nunca foram praxados? Nunca sentiram na pele o escorrer do suor dum final de dia de praxe? Não me digam que nunca lhe deram um berro... Pois, grande sorte que tiveram! Menos sorte tive eu... E, era bem pequena. Foi a minha mãe. Não! Foi o meu pai. Bem, para dizer a verdade, não me lembro bem. Ralhavam comigo só porque fazia asneiras ou só porque não lhes obedecia. Pais maus, os meus!
Mais lhes digo, malditas as flexões que fiz durante as aulas de educação física! Então não é que, as danadas, me ajudaram a fazer todas as que os meus doutores me mandaram fazer durante as praxes... Malditas! Malditas! Malditas! Não sei se sou a mesma depois disso...
Para que raio servem as praxes? Sim, senhores, para que raio servem as praxes? Tortura pura! Tortura imposta por uns quantos energúmenos que, só por terem mais matrículas do que os caloiros se acham superiores. Malvados! Só porque têm mais experiência, mais sabedoria, melhor conhecimento acerca das pedras desse caminho, a que se dá o nome de percurso académico, acham-se superiores... Malvados! Pois é, constou-me que, esses animais que andam por aí a praxar são capazes de coisas como colocar os caloiros em fila, dar-lhes a perceber que a vida é feita de hierarquias que às vezes os obrigam a engolir sapos, calar, olhar para o chão e não ter possibilidade de sair quando, na verdade, seria essa a sua vontade. Então, e quando os colocam a cantar em coro o hino de curso? Conseguem ser tão chatos que, mesmo quando já os caloiros o sabem de cor e salteado, são capazes de os obrigar a treinar outra vez. Estava a ver se me ocorria o nome a que se chama isso... Já sei! Persistência e perfecionismo. Malvados! Isso não se ensina a ninguém...
Continuo sem perceber para que servem as praxes... Os caloiros nem sequer se podem rir. Vá, se calhar podem. Riem-se e, lá são outra vez repreendidos. Eu, que sou eu, acho bem! É para aprenderem que, quando o assunto é sério, não se brinca. E, sejamos francos, o estudo é um caso sério. Para dizer a verdade, e aqui que ninguém nos ouve, o que mais falta neste país são pessoas assim. Pessoas incapazes de perceber que há situações na vida com as quais não se deve brincar, nem mesmo quando se está a brincar. Até para brincar, às vezes, é preciso ser-se sério.
O que os praxistas, no fundo, tentam retratar é o mundo cão que está para lá dos limites da nossa tão estimada academia. E, acautelem-se, senhores, porque dias piores virão e, não falo de praxes. Falo-lhe do estado da economia mundial. Isto está negro. Tão negro quanto as capas que trajam os alunos universitários. Esses alunos, digo, animais, que pagam propinas a cada ano que passa.
Temos que ser duros, senhores! Temos que ser duros... Digam-me, sinceramente, quem vai preparar estes jovens para os tempos que se avizinham? Os professores? Os pais, que teimam em levantar as suas vozes contra esses animais que praxam os seus filhos? Afinal, quem vai preparar os jovens para não caírem em estado depressivo de cada vez que lhe forem fechadas portas? Quem os prepara para a falta de auto-estima, de que vão sofrer, quando se aperceberem que um novo tipo de escravidão está por aí a instalar-se? Digam-me senhores!
Está na praxe quem quer. Ninguém é obrigado a estar na praxe. Mas, também lhe digo, só saberá o quão interessante é passar por essa experiência quem, de facto, por ela passar.
Antes de terminar, senhores, deixem-me dizer-lhe o que eu apreendi. Praxe é uma forma de criar laços e de integração - que, quer se queira quer não, em cursos com elevado número de alunos a cada ano - ou vagas -, adicionando todos os outros que estão dispersos pelos anos seguintes, é complicado. Na praxe aprende-se a não desistir à primeira dificuldade, aprende-se a ser persistente, aprende-se a ser assertivo, aprende-se a cooperar, aprende-se a respeitar, aprende-se um conjunto de coisas que só com o decorrer de uma vida teríamos possibilidade de aprender, caso não passássemos por esta etapa. Praxistas há que, fazem questão de que os caloiros se dediquem a relembrar conceitos que, até então estavam guardados no baú de memórias que, lhes serão necessários no decorrer dos seus percursos académicos. Mas, mais do que tudo, a praxe serve para aprender a errar. E, com os erros aprende-se muito, meus senhores.
A praxe serve para que os pais aprendam que os seus filhos já têm idade para levar pancada da vida, sem que eles tenham que sair em sua defesa. A praxe serve para que os caloiros sejam capazes de se desenvencilhar das mais diversas situações. A praxe serve para criar ratos. E, digo ratos no sentido de esperteza. Sabem, senhores, por mais que a escola nos ensine - e, ensina, com toda a certeza -, nada nos prepara melhor do que a escola da vida. E, veja lá que, a essa, nem sequer é preciso pagar propinas.
Nota final para descansar os pais mais preocupados: Ando na vida académica há 5 anos - não são meia dúzia de meses - e, NUNCA mas NUNCA ninguém me obrigou - ou eu obriguei enquanto praxista - ninguém a fumar ou a beber. Posso até garantir-lhes que não fumo e praticamente não bebo. E, sabem porquê? Porque nunca me deixei levar por isso. Sabem porquê? Porque tenho as minhas convicções. Mas, isso, não se aprende na praxe. Revejam-se os valores familiares.
Então, os senhores nunca foram praxados? Nunca sentiram na pele o escorrer do suor dum final de dia de praxe? Não me digam que nunca lhe deram um berro... Pois, grande sorte que tiveram! Menos sorte tive eu... E, era bem pequena. Foi a minha mãe. Não! Foi o meu pai. Bem, para dizer a verdade, não me lembro bem. Ralhavam comigo só porque fazia asneiras ou só porque não lhes obedecia. Pais maus, os meus!
Mais lhes digo, malditas as flexões que fiz durante as aulas de educação física! Então não é que, as danadas, me ajudaram a fazer todas as que os meus doutores me mandaram fazer durante as praxes... Malditas! Malditas! Malditas! Não sei se sou a mesma depois disso...
Para que raio servem as praxes? Sim, senhores, para que raio servem as praxes? Tortura pura! Tortura imposta por uns quantos energúmenos que, só por terem mais matrículas do que os caloiros se acham superiores. Malvados! Só porque têm mais experiência, mais sabedoria, melhor conhecimento acerca das pedras desse caminho, a que se dá o nome de percurso académico, acham-se superiores... Malvados! Pois é, constou-me que, esses animais que andam por aí a praxar são capazes de coisas como colocar os caloiros em fila, dar-lhes a perceber que a vida é feita de hierarquias que às vezes os obrigam a engolir sapos, calar, olhar para o chão e não ter possibilidade de sair quando, na verdade, seria essa a sua vontade. Então, e quando os colocam a cantar em coro o hino de curso? Conseguem ser tão chatos que, mesmo quando já os caloiros o sabem de cor e salteado, são capazes de os obrigar a treinar outra vez. Estava a ver se me ocorria o nome a que se chama isso... Já sei! Persistência e perfecionismo. Malvados! Isso não se ensina a ninguém...
Continuo sem perceber para que servem as praxes... Os caloiros nem sequer se podem rir. Vá, se calhar podem. Riem-se e, lá são outra vez repreendidos. Eu, que sou eu, acho bem! É para aprenderem que, quando o assunto é sério, não se brinca. E, sejamos francos, o estudo é um caso sério. Para dizer a verdade, e aqui que ninguém nos ouve, o que mais falta neste país são pessoas assim. Pessoas incapazes de perceber que há situações na vida com as quais não se deve brincar, nem mesmo quando se está a brincar. Até para brincar, às vezes, é preciso ser-se sério.
O que os praxistas, no fundo, tentam retratar é o mundo cão que está para lá dos limites da nossa tão estimada academia. E, acautelem-se, senhores, porque dias piores virão e, não falo de praxes. Falo-lhe do estado da economia mundial. Isto está negro. Tão negro quanto as capas que trajam os alunos universitários. Esses alunos, digo, animais, que pagam propinas a cada ano que passa.
Temos que ser duros, senhores! Temos que ser duros... Digam-me, sinceramente, quem vai preparar estes jovens para os tempos que se avizinham? Os professores? Os pais, que teimam em levantar as suas vozes contra esses animais que praxam os seus filhos? Afinal, quem vai preparar os jovens para não caírem em estado depressivo de cada vez que lhe forem fechadas portas? Quem os prepara para a falta de auto-estima, de que vão sofrer, quando se aperceberem que um novo tipo de escravidão está por aí a instalar-se? Digam-me senhores!
Está na praxe quem quer. Ninguém é obrigado a estar na praxe. Mas, também lhe digo, só saberá o quão interessante é passar por essa experiência quem, de facto, por ela passar.
Antes de terminar, senhores, deixem-me dizer-lhe o que eu apreendi. Praxe é uma forma de criar laços e de integração - que, quer se queira quer não, em cursos com elevado número de alunos a cada ano - ou vagas -, adicionando todos os outros que estão dispersos pelos anos seguintes, é complicado. Na praxe aprende-se a não desistir à primeira dificuldade, aprende-se a ser persistente, aprende-se a ser assertivo, aprende-se a cooperar, aprende-se a respeitar, aprende-se um conjunto de coisas que só com o decorrer de uma vida teríamos possibilidade de aprender, caso não passássemos por esta etapa. Praxistas há que, fazem questão de que os caloiros se dediquem a relembrar conceitos que, até então estavam guardados no baú de memórias que, lhes serão necessários no decorrer dos seus percursos académicos. Mas, mais do que tudo, a praxe serve para aprender a errar. E, com os erros aprende-se muito, meus senhores.
A praxe serve para que os pais aprendam que os seus filhos já têm idade para levar pancada da vida, sem que eles tenham que sair em sua defesa. A praxe serve para que os caloiros sejam capazes de se desenvencilhar das mais diversas situações. A praxe serve para criar ratos. E, digo ratos no sentido de esperteza. Sabem, senhores, por mais que a escola nos ensine - e, ensina, com toda a certeza -, nada nos prepara melhor do que a escola da vida. E, veja lá que, a essa, nem sequer é preciso pagar propinas.
Nota final para descansar os pais mais preocupados: Ando na vida académica há 5 anos - não são meia dúzia de meses - e, NUNCA mas NUNCA ninguém me obrigou - ou eu obriguei enquanto praxista - ninguém a fumar ou a beber. Posso até garantir-lhes que não fumo e praticamente não bebo. E, sabem porquê? Porque nunca me deixei levar por isso. Sabem porquê? Porque tenho as minhas convicções. Mas, isso, não se aprende na praxe. Revejam-se os valores familiares.
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